sábado, 2 de novembro de 2013

Apenas dizendo...

Chega um momento na vida em que algumas coisas são deixadas de lado.
Não porque sempre quisemos assim, mas porque é necessário.
Não adianta colocar força, determinação, trabalho, em algo que não dá resultado, 
que te faz sofrer ao invés de dar alegria. Calma... não estou dizendo para desistir no primeiro fracasso. Só creio que não devemos, e nem merecemos, 
gastar tanta energia e tempo sem obter resultado satisfatório.
Encarar como fracasso ou derrota é algo que, a princípio, vai ocorrer. 
Mas não deixe que permaneça por muito tempo. Sinta-se corajoso por ter desistido. 
Sim! Corajoso!
Para se desistir também é necessário coragem. Seria mais fácil se você fingisse 
estar tudo bem, lutar, lutar e lutar e na acontecer, ficar morto por dentro 
e por fora fingir vitória.
Não se pode permitir isso. Seja sincero com você mesmo. Admita que errou, que não deu certo, que está cansado e, no fim da lista, admita que talvez, o que tanto quer não foi feito para você.
Desanimador? Hum... um pouco. Mas é sincero. Você que possivelmente vai ler, sabe que falo a verdade. Quantas vezes lutou muito por algo, alguém, um motivo, um sentimento e de nada adiantou, sempre ficou no zero a zero? 
Se você tem ânimo e espírito para percorrer essa estrada até o fim de sua vida, não tem problema, algumas pessoas te darão força. Porém, mais uma vez insisto: não há nada de errado em aceitar a ausência, a falta, o não ter. 
Difícil, mas aprenda a conviver com o que você tem a sua volta, com as pessoas que lhe dão carinho, com as pequenas coisas que faz e dão prazer. 
Um dia essa ausência fica menor, e menor, e menor... 
Não sei se desaparece, pois a minha não desapareceu, mas posso dizer com toda certeza que, a vontade e a falta diminuem bastante.

(Thaís Moura)

sábado, 5 de outubro de 2013

Sem amor para recordar

"Hoje estava trabalhando na loja de cd´s e dvd´s,
quando um casal chegou e me perguntou:
Você têm um amor pra recordar?
Meus sentimentos, que já não andam nem um pouco bem, balançaram.
Acabei não aguentando e chorei.
Me esqueci de que eu era funcionário, e chorando eu disse:
"Não amigos, eu não tenho um amor pra recordar".
Eles ficaram me olhando de um jeito... depois ƒui perceber
que eles queriam o dvd do filme: Um amor pra recordar
e eu também não o tinha. Então eles foram embora, olhando pra mim.
Sei que onde estiverem jamais se esquecerão da cena."
(Descrição de uma comunidade do Orkut)


Hoje, 31 anos e não tenho o que recordar,
não tenho um amor para recordar.
E a pergunta se que sempre me martela,
me persegue: Por que eu não mereci ter 
um amor para que hoje eu pudesse recordar?

(Thaís Moura)

Seu aniversário


Hoje é o seu aniversário. Não me recordo ao certo
quantos anos completa mas, sei, hoje é seu aniversário.
Faz tanto tempo que tudo teve um fim só que, essa data,
estranhamente, eu não consigo esquecer, nunca esqueci.

Me perdi no tempo e não sei com que idade está,
não sei nem se está vivo! 
Caso esteja, nem faço ideia se está ou não feliz.

Feliz aniversário, onde quer que você esteja. 

(Thaís Moura)
 

terça-feira, 24 de setembro de 2013


Recordações



Mesmo depois de 5 anos 
eu ainda penso em você.
Às vezes demoro a lembrar, 
não  penso nada mas, 
logo vem alguma coisa e pronto, 
eu me lembro de tudo.
Lembro de forma normal, 
não me dói, não causa nada. 
Não incomoda, apesar de tudo. 
Mas, eu agradeço. 
Agradeço, pois reforçou a ideia 
de que as pessoas podem sim 
gostarem uma das outras 
sem existir esse lance de 
"gostei porque tem seios grandes", 
"gostei porque é sarado", 
"gostei porque é gostosa".
 A história que conto
eu resumo um pouco, 
ninguém precisa saber de tudo. 
Hoje escrevo e estou a pensar:
"aonde será que você está?".
Queria saber de você,
não sei porque.
Talvez eu saiba,
já que não tenho
nem uma foto para olhar,
e seu rosto, bem... como estará?
Só sei que lembrei,
mesmo sem querer lembrar ...

(Thaís Moura)



quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Mudança de estado



O meu aqui dentro anda mais estranho 
do que o de costume. 
Não sinto a leveza de antes, 
a calma, o gostar das coisas.
Não sinto tanto aquela menina mulher 
que muitos comentavam,
aquela pessoa com sorriso cativante 
que todos acham bonito.

Me pergunto às vezes "o que fiz comigo?".
A resposta, na maioria das vezes, é clara.
Outras vezes eu juro, não consigo resposta,
ou não consigo entender o porque de ser assim,
de ter ficado assim.

Melancolia. 
Creio que posso ser definida assim.
Uma sensação de estar caindo
e nunca parar de cair.
Queda livre mas sem parada,
sem um chão final.

Tem horas em que até suspirar dói,
respirar fundo incomoda.
O vazio incomoda.

Difícil se sentir um quebra cabeça
onde peças faltam,
onde a figura é complicada,
onde poucos conseguem enxergar
o que realmente sou.

A armadura é pesada, é enorme, imensa.
Fico aqui dentro, cruzando os dedos 
para que apareça quem faça uma leitura correta
do que tenho dentro dela.

(Thaís Moura) 




sábado, 7 de setembro de 2013

Uma espécie de saudade


Até hoje eu não sei se é saudade ou sentir falta.
Não sei se os dois podem ser considerados a mesma coisa.
Mas o que importa? Apenas existe, seja falta ou saudade,
e não posso ou não consigo controlar. 
Sinto falta, saudade, vazio, ausência... 
de tudo o que intimamente me faz falta. 
Sinto a ausência das mãos que se encontram, 
dos olhos que se veem e se enxergam, 
do perfume que só existe em minha mente mas, 
como é apenas uma ilusão, logo vai embora, 
se dissipando no ar da minha imaginação fértil.
Sinto saudade de você, que não sei qual nome tem, 
mas que faço questão de criar vários nomes 
só para que eu tenha por qual nome 
chamar nos meus sonhos. 
Sinto falta da voz, que não é tão grave e nem aguda. 
É no tom certo para os meus ouvidos, 
espécie de canção para minha alma.
E aquele vazio que sinto quando o telefone não toca, 
ou uma mensagem não recebo e não há nada que posso fazer 
para mudar esse quadro, já que o telefonema não virá 
e a mensagem nunca existirá?
Me corta por dentro, a alma e sei lá quantas coisas mais, 
saber (será que sei?) que alguém existe 
mas ainda não sei quem é, como é, onde está...
Maldito vazio, maldita ausência, maldita saudade, 
que me transforma num alguém distante, 
numa pessoa sem visão, sem expectativas grandiosas, 
em alguém que não acredita 
mesmo querendo acreditar.

(Thaís Moura)


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Florescer e Ser

Hoje acordei assim, 
meio que florindo,
ou querendo florescer.
De coração apertado
mas ao mesmo tempo "folgado".

Acordei querendo, 
desejando...
Depois, não queria mais,
fui aceitando.

Acordei de um sonho,
encontrei pesadelos.
Vontade de dormir novamente,
encontrar o que desejo,
sem aqueles reais rodeios,
devaneios, desesperos.


Melhor seria acordar
e continuar dormindo.
Ter e continuar sonhando,
Ver e continuar sorrindo.

Quão melhor seria...
mas acordei.
O jeito é continuar seguindo.


(Thaís Moura)


terça-feira, 27 de agosto de 2013

Mentiras


Disse uma vez um personagem de TV: 
"Todo mundo mente. A única variável é sobre o que!".
Porque as pessoas mentem? Porque essas estranha necessidade de esconder algo ou, na pior das hipóteses, mentir para ser alguém que não é, que nunca será? 
Com as pessoas que eu convivo pessoalmente é um tanto fácil perceber a mentira, tem como você olhar nos olhos, scanear as situações, observar os passos... Vou dizer o que anda acontecendo no meu trabalho: tenho absoluta certeza que a minha colega está mentindo e com isso, a prejudicada, mas nem tão gravemente assim, sou eu. Ela inventa consultas médicas, afazeres domésticos, problemas com a filha, para que eu troque de horário com ela, assim, eu fico num horário onde entro a tarde e saio mais tarde ainda rs.
Parece até uma mentira leve, mas tem mais coisas por trás disso, porém, não vale a pena dizer.

Mas, como eu disse, pessoalmente é fácil de descobrir, de sentir a mentira.
E virtualmente? Não adianta. Cada dia mais estamos cercados e somos acolhidos por pessoas na internet, e isso é muito bom, quando as pessoas certas entram em nossa vida, ou página rs. Só que não podemos ser ingênuos. Lembra a frase lá em cima:"Todo mundo mente...". Se mente pessoalmente com certeza mente nas redes sociais. 

Porque mentem? E estou dizendo mentir, não se esconder ou omitir.
Encaro sendo normal uma pessoa que usa uma foto que não seja a dela, mas acho o fim quando usa uma foto que seja ela mas que jura de pé junto que é. Aí não dá, né!!
Omitir é normal, ninguém precisa saber de tudo sobre você, a isso eu dou o nome de "ser reservado".
Só não acho nada bacana querer bancar a última bolacha do pacote, botar banca de gostoso ou gostosa, atirar mais do que o Rambo e depois suspirar que tá carente, que homem/mulher não presta, que nunca encontra alguém legal... Oh filho(a)! Já parou para reparar em como vem agindo (seja na internet ou fora dela)? Quem é que dá valor para quem suspira pelo Chico e pelo Francisco, pela Ana e pela Joana, tudo ao mesmo tempo?
Uma hora diz que está ocupado, mas "fulano me disse que te viu numa festa ontem...".
Respondendo a pergunta gatilho para esse texto: Quem mente, mente mais para si do que para os outros. A mentira fica tão confortável para a pessoa que ela acaba vestindo a mentira como sendo a verdade. Quem mente é tão cínico que, ao ser descoberto, se faz de vítima. Ora bolas... a vítima sou eu, viu!
Pode até omitir, mas não minta para mim.

(Thaís Moura)

sábado, 24 de agosto de 2013

Coisas que a gente sente...

Sabe aqueles dias em que você acorda pensando "o que está acontecendo?", o que estou vivendo?", "afinal, o que sinto?"? Estou nesses dias desde as minhas férias.  Como alguns sabem, eu vivo bastante aqui no mundinho virtual  então é mais fácil eu conhecer pessoas aqui do que na rua, no ônibus, no trabalho...  E numa dessas "facilidades" conheci ele. Não posso citar nome porque o "ele" já andou visitando esse espaço e vai que floresce uma súbita vontade de ler meu blog de novo e acaba dando de cara com isso, não pode né!! 
Bom... nos conhecemos na net e sabe quando a coisa vai fluindo de uma forma bem natural, só aquele papo bem descontraído, descobrindo coisas em comum. O bom é que ele mora perto, já que eu acho a cidade onde mora super hiper mega perto rs.
Só que eu juro, até agora eu não sei o que sinto. Não me vejo pensando nele o dia todo, não suspiro quando penso, mas me abalo quando a janelinha do agra skype, sobe rs. É um abalo diferente, não sei mesmo explicar.
Já estive apaixonada N vezes, (aff!) e o que ando sentindo é diferente. Talvez pode ser pela idade, ando mais centrada, talvez menos iludida, não esperando tanta coisa das pessoas, de nada. Isso é bom, assim aprendi e aprendo a viver apenas o que faço no momento, o hoje, os 45 minutos atras, os 60 minutos anteriores quando "desenbestei" a enviar sms para alguns amigos dizendo "Olha, e eu a Alyne vamos nos encontrar hoje, vem com gente!!".

Já me perdi. Vamos voltar ao "ele", rs.

Todos que aqui me leem sabe da mega neura que tenho com meu corpo  e como isso mexe comigo, não tenho confiança alguma e isso é algo que eu: 
ou aprendo a contornar, ou vivo com medo e receio ou sei lá... mando tudo pra PQP e me tranco no quarto rs. Por foto é moleza disfarçar, mesmo que involuntariamente, os quilos a mais, aquela barriguinha ou até uma simples espinha. Tá... ele viu, e gostou. Disse que gostou. Mas por foto "eu adoro,  eu me amarro" no Stallone e me chamam de maluca rs. 

Tento não me estressar com isso, pelo menos não por enquanto. A ligação entre a gente é meio que tudo. Se eu estiver chateada ele ouve,  se eu estiver bem ele demonstra ter ficado contente por saber, se eu estiver doente lá está ele, no dia seguinte, me perguntando como estou, se melhorei... A coisa entre a gente é sentimental e física. A física, confesso, fala bem mais alto, mas tem lá o seu equilíbrio. 


Sei lá porque me deu vontade de escrever sobre isso, de falar.  Eu apenas sei que não sei ao certo o que é tudo isso,  é diferente das paixões que eu já tive. 
Eu não fantasio coisas absurdas, não desejo o tão famoso  "ficar junto sempre". Se for apenas uma vez, tá bom.  E se for nenhuma vez? 
Bom também! 

(Thaís Moura)

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Me leve...


Não me leve a mal, apenas me leve daqui.
Não me leve para ali, aqui, acolá...
Me leve para onde você sinta que eu queira estar.

Não me leve a toa, me leve com propósito.
Não me leve por obrigação, me leve, leve.
Não me leve assim, sem razão, sem querer.
Não me leve num só ritmo, 
me leve na base do samba rock, jazz, blues,
raiva, alegria, ciúmes, qualidades e defeitos.

Não me leve uma só cor, 
leve todas as cores do mundo.
Não me leve apenas o dia lindo,
me leve também os dias cinzentos, eu gosto mais.

Não me leve com medidas,
me leve assim, sem tamanho,
sem restrições, sem cabimento,
fora de qualquer forma explicável ou lógica.

Não me leve como levou outras,
me leve diferente, pois sou diferente.
Não me leve apenas, não caminhe contando os passos.
Me leve guiando, sem sentir para onde se vai.

Não me leve a mal, apenas me leve,
apenas seja, apenas queira, apenas aceite,
apenas acredite, apenas impulsione...
apenas se deixe levar pela minha levada.

(Thaís Moura)

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Quero tanto... mas não quero mais.


Desisti! Cansei! Não quero mais! 
Mas... queria tanto!
Não me considere uma invejosa, por favor, 
não pense isso de mim.
Mas não entendo, juro que não entendo, 
porque demora tanto assim.

Fico olhando, observando como acontece. 
Mas, para mim... creio ser invisível, 
pois nada, ninguém aparece. 
Tento afastar de mil maneiras esse sentimento 
que em mim transborda. 
Só que de nada adianta, nasci assim, 
me considero uma alma certa, porém torta.

Não concordo com quem diz que 
"só aparece para aqueles que não esperam".
Em qualquer lugar, a qualquer hora, 
alguém está a esperar, só que, mas uma vez, 
apenas para variar, ele ali, parado, 
ali sem querer, é quem vai merecer.

Acho injusto uma pessoa passar a vida 
amando sem sentir-se amado por alguém, 
isso é a verdadeira perda de tempo, 
isso é a verdadeira injustiça.
Só que, quem sou eu para dizer alguma coisa, 
quem sou eu para rebater
o pensamento daquele que amado é, 
que sozinho não é mais?

Queria mesmo que o amor me encontrasse, 
que ele viesse atrás de mim.
Não vou conseguir me desligar 
e nem fingir que não o espero,
desculpe mas, não sei ser assim.

Não vejo mal nenhum em esperar o que se quer 
mas, o que fazer quando mesmo lutando 
e fazendo minha parte, 
nada parece acontecer?
Sou uma pessoa simples, 
com coração triste e alma cansada,
uma pessoa que ama mas, 
que de tanto amar entristeceu.

Me sinto tão pesada 
por carregar tanto amor 
e não pode trocar.
Simplesmente desisto. 
Cansei. 
Se for sozinha, assim, 
não quero mais amar.

(Thaís Moura)


domingo, 28 de julho de 2013

Inseguros


Seria tudo "perfeito", se não fosse 
por um pequeno grande detalhe:
A insegurança.
Passamos tanto tempo sozinhos, 
ouvindo besteiras sem eira nem beira,
que tudo vai ficando enraizado na gente, 
e quando as coisas apontam para uma melhora 
a gente simplesmente não acredita, 
a gente prefere colocar na cabeça que não vai dar certo. 

Engraçado... tudo o que sempre queremos 
é apenas uma chance, aquela chance de mostrar 
e provar que não somos azarados, 
que de fato demorou mas, nós nascemos para isso. 
Eis que a chance vem e junto com ela a insegurança. 
Inseguros são seguros do que sentem mas, 
incapazes de acreditar no que o outro diz sentir. 
Não acreditamos que seja mentira, apenas, infelizmente, 
nos foi tirado o costume de acreditar 
que alguém possa gostar de nós, 
que alguém possa ver na gente 
alguma qualidade, beleza, sensualidade... 
Mesmo que o mundo todo diga que exista, 
para nós, nada disso existe em nós. 

Inseguros são sonhadores e realistas, 
realistas frustrados, realistas feridos.
Tantas feridas que, se existe algum espaço "em branco", 
certamente será preenchido por alguma nova dor. 
Tão sonhadores que, mesmo secretamente, 
sempre cabe mais um sonho.
Somos bobos inseguros, 
querendo que tudo mude mas, 
sem que nós precisemos mudar. 
Sou uma insegura tola, 
querendo que as pessoas me enxerguem.
Embora algumas me enxerguem, 
 eu mesma não enxergo a mim.
Inseguros são, bem lá no fundo, 
cada um de nós. 
Uns mais, outros menos,
apenas esperando, sei lá até quando, 
um gole, uma injeção de coragem.

(Thaís Moura)

domingo, 2 de junho de 2013

Pedido de não desculpa

Me desculpe por não ser 
quem você esperou que eu fosse.
Comecei dizendo "me desculpe" 
por falta de palavra mais adequada.
Não peço desculpas por ser quem sou, 
como sou ou no caso, como não sou.
Imagino o que esteja pensando, 
ou quem sabe o que esteja sentindo.
Talvez eu não seja tão corajosa 
como a outra pessoa 
com quem está conversando agora mas, 
não sou obrigada a ser igual a ela.
Tudo o que eu gostaria 
era sentir respeito exalando de ti, 
não senti e desculpe 
mas isso foi o que senti, de verdade. 
Gostaria de ter o meu tempo respeitado, 
de ter ouvido a verdade, 
de saber realmente quanto tempo 
estava disposto a "perder" 
para realmente me conhecer, ver como piso, 
por onde costumo andar.

Não parece, mas sou uma pessoa disposta, 
desde que eu sinta a mesma disposição vinda do lado de lá. 
Não sou feita de "de vez em quando", sou feita de hoje, 
amanhã, explicações, entendimentos, respeito e também silêncio. 
Meu silêncio é o fator X, só eu mesmo entendo o motivo de ficar calada.
Se não entende, bom... quem disse que tudo o que eu faço é algo com explicação clara? Sou meio turva, quase escura. 
Poucos me veem, raros me sentem andando ou vagando, 
contados nos dedos de uma das mãos
são os que captam algo em fração de segundos. 

Não quero que me desculpe por ser quem e como sou. 
Quero que se desculpe por desenhar uma ideia 
que nem longe ganharia vida. 
Bom ou ruim, essa é a realidade, confusa sou eu. 

(Thaís Moura)

sábado, 1 de junho de 2013

Reencontro

Talvez você já tenha estado nessa situação: você conhece alguém, tem uma conversa legal, breve, rápida, mas legal. Nem você e nem a outra pessoa perguntam os nomes, fica no "como esquentou hoje!", "você gosta do inverno também?", "nossa, sou parecido com você." e outras coisinhas mais. 
Para o Paulo, que provavelmente nunca saberá o que fez s2
 Trinta minutos, ou até menos, e é o suficiente para que algo mude dentro da gente. Uma pessoa comum, que se   aproxima de outra pessoa comum e não faz questão de que você seja perfeito (aquele perfeito que alguns insistem em ser ou impor como o correto a seguir, a ser).

Uma pessoa linda. Linda para os seus olhos, com encaixe em todos os itens que tem naquela sua listinha secreta, aquela dentro de você, que só você sabe como é.
Uma pessoa que, se não fosse a consulta, a fila, a prova, mesmo lugar e salas diferentes, valeria a pena "perder a hora" conversando, valeria a pena saber mais e mais, sempre, a todo instante.
"Será que ou vê-lo novamente?", "poxa... espero que ela também tenha outra consulta mês que vem.", "tomara que aquela transferência comentada não tenha acontecido"... sim, a esperança ou desejo de ver novamente!
E quando ela se concretiza é uma maravilha que só. 
Sorrisos, alegria, leveza...

Por um breve momento aquela sua espera é recompensada e não importa se você não ficará com o "prêmio". A sensação do "aconteceu, reencontrei, me reconheceu" é tão boa, é satisfatória.  Pode ser que alguns pensem: 
"nossa... se contentar com pouco?". 
Bem... a vida é feita de momentos, pisando degrau por degrau e sem pular nenhum deles. É feita de escolha e separações. Separações do que você acha ter valor ou não, seja breve, longo, muito ou pouco. A vida é ter altos e baixos, se permitir chorar, sofrer, gritar, se irritar, ter momentos de melhora,  querer melhorar, sorrir, gargalhar, rir por dentro... pra si.
Não acho pouco se te faz bem. Não acho pouco se te deixa feliz.

(Thaís Moura)
 

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Quase inexistente

Foto by Thaís Moura
 
Uma flor no chão.
Que ninguém repara
Que ninguém vê
Que não tem tanta importância.

Aquela flor caída.
Que não tem valor
Que um ou outro percebe
Que faz, vez ou outra, alguém pensar.

Florzinha simples.
Que tem sua beleza ignorada
Que tem a sua significância destruida
Que, de  forte, não tem nada.

Flor totalmente fora do lugar.
Que não sabe porque caiu de lá
Que não sabe o que faz ali
Que não sabe aonde vai ficar.

Florzinha leve.
Que espera que o vento lhe carregue
Que seja soprada para bem longe
Que de tão longe sua essência descanse.

(Thaís Moura)