sábado, 1 de junho de 2013

Reencontro

Talvez você já tenha estado nessa situação: você conhece alguém, tem uma conversa legal, breve, rápida, mas legal. Nem você e nem a outra pessoa perguntam os nomes, fica no "como esquentou hoje!", "você gosta do inverno também?", "nossa, sou parecido com você." e outras coisinhas mais. 
Para o Paulo, que provavelmente nunca saberá o que fez s2
 Trinta minutos, ou até menos, e é o suficiente para que algo mude dentro da gente. Uma pessoa comum, que se   aproxima de outra pessoa comum e não faz questão de que você seja perfeito (aquele perfeito que alguns insistem em ser ou impor como o correto a seguir, a ser).

Uma pessoa linda. Linda para os seus olhos, com encaixe em todos os itens que tem naquela sua listinha secreta, aquela dentro de você, que só você sabe como é.
Uma pessoa que, se não fosse a consulta, a fila, a prova, mesmo lugar e salas diferentes, valeria a pena "perder a hora" conversando, valeria a pena saber mais e mais, sempre, a todo instante.
"Será que ou vê-lo novamente?", "poxa... espero que ela também tenha outra consulta mês que vem.", "tomara que aquela transferência comentada não tenha acontecido"... sim, a esperança ou desejo de ver novamente!
E quando ela se concretiza é uma maravilha que só. 
Sorrisos, alegria, leveza...

Por um breve momento aquela sua espera é recompensada e não importa se você não ficará com o "prêmio". A sensação do "aconteceu, reencontrei, me reconheceu" é tão boa, é satisfatória.  Pode ser que alguns pensem: 
"nossa... se contentar com pouco?". 
Bem... a vida é feita de momentos, pisando degrau por degrau e sem pular nenhum deles. É feita de escolha e separações. Separações do que você acha ter valor ou não, seja breve, longo, muito ou pouco. A vida é ter altos e baixos, se permitir chorar, sofrer, gritar, se irritar, ter momentos de melhora,  querer melhorar, sorrir, gargalhar, rir por dentro... pra si.
Não acho pouco se te faz bem. Não acho pouco se te deixa feliz.

(Thaís Moura)
 

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