quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Sou um diário já rasgado,
rasgado pelo vento,
cansado da espera
de olhos que pudessem me ler.

Sou como uma pista de pouso desativada,
não espero mas nenhum avião,
eles tomaram outra rota,
decidiram se mudar...

Sou uma sereia livre,
sem cantos e sem lamentos,
nadando, de um canto a outro,
nesse vasto e ininterrupto mar,
passando por entre velhas embarcações
já naufragadas!

(Thaís Moura)