Quem a maioria dos homens acham que a maioria das mulheres são (e vice versa)?
O que acontece para pensarem que, com uma canção qualquer, de sua vasta lista de repertórios já manjado e batido, "abrimos as pernas" num estalar de dedos (ou, no caso dos homens, abrem a carteira)?
Que o mundo hoje é outro, isso nem se discute. Homens e mulheres não são como antes, nada e ninguém é como antes. Hoje em dia, se você quiser só transar e jogar fora, tem quem "coma" e tem quem "dê". A lei da procura e da oferta está atendendo muito bem.
Mas... o que acontece com os verdadeiros nesse história? Vou tentar explicar.
Falando de música, quem é que nunca pensou ou lembrou de alguém ao ouvir uma música romântica? Aquelas músicas que te transportam para um outro lugar com a pessoa dos seus sonhos... Eu já (mas, Deus é muito Pai e me livrei disso. Amém!?).
Agora, quem é que já teve, talvez, o coração despedaçado por alguém que cantou e/ou tocou a música certa mas, com as intenções erradas? Eu nunca (aha! Dessa eu me livrei!).
É um tanto ruim para mim (peço desculpas para quem se sente bem) observar, ouvir, ver que utilizam de meios tão bacanas para "catar" algumas pessoas. Uma música, para muitos, conta uma história já vivida, uma história sendo escrita ou uma história louca para ter suas primeiras linhas traçadas.
Algumas pessoas ainda cultivam sonhos, desejos, tem uma raiz romântica e romantizam muitos momentos.
A música certa, ao soar nos ouvidos de uma pessoa, também certa, é capaz de abrir no coração e na mente um campo de possibilidades, de fantasias, de sonhos, de vontades...
Não cante se a sua intenção é "te canto". Não desperdice um Nando Reis, sendo falso (a), com alguém que apenas sabe ser verdadeiro.
"Toda forma de amor" é válida, desde que haja amor envolvido.
Para um "lance", o repertório de Mr. Catra dá e sobra e, em últimos casos, talvez valha a pena comprar uma Les Paul...
Thaís Moura

