terça-feira, 24 de setembro de 2013
Recordações
Mesmo depois de 5 anos
eu ainda penso em você.
Às vezes demoro a lembrar,
não penso nada mas,
logo vem alguma coisa e pronto,
eu me lembro de tudo.
Lembro de forma normal,
não me dói, não causa nada.
Não incomoda, apesar de tudo.
Mas, eu agradeço.
Agradeço, pois reforçou a ideia
de que as pessoas podem sim
gostarem uma das outras
sem existir esse lance de
"gostei porque tem seios grandes",
"gostei porque é sarado",
"gostei porque é gostosa".
A história que conto
eu resumo um pouco,
ninguém precisa saber de tudo.
Hoje escrevo e estou a pensar:
"aonde será que você está?".
Queria saber de você,
não sei porque.
Talvez eu saiba,
já que não tenho
nem uma foto para olhar,
e seu rosto, bem... como estará?
Só sei que lembrei,
mesmo sem querer lembrar ...
(Thaís Moura)
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Mudança de estado
O meu aqui dentro anda mais estranho
do que o de costume.
Não sinto a leveza de antes,
a calma, o gostar das coisas.
Não sinto tanto aquela menina mulher
que muitos comentavam,
aquela pessoa com sorriso cativante
que todos acham bonito.
Me pergunto às vezes "o que fiz comigo?".
A resposta, na maioria das vezes, é clara.
Outras vezes eu juro, não consigo resposta,
ou não consigo entender o porque de ser assim,
de ter ficado assim.
Melancolia.
Creio que posso ser definida assim.
Uma sensação de estar caindo
e nunca parar de cair.
Queda livre mas sem parada,
sem um chão final.
Tem horas em que até suspirar dói,
respirar fundo incomoda.
O vazio incomoda.
Difícil se sentir um quebra cabeça
onde peças faltam,
onde a figura é complicada,
onde poucos conseguem enxergar
o que realmente sou.
A armadura é pesada, é enorme, imensa.
Fico aqui dentro, cruzando os dedos
para que apareça quem faça uma leitura correta
do que tenho dentro dela.
(Thaís Moura)
sábado, 7 de setembro de 2013
Uma espécie de saudade
Até hoje eu não sei se é saudade ou sentir falta.
Não sei se os dois podem ser considerados a mesma coisa.
Mas o que importa? Apenas existe, seja falta ou saudade,
e não posso ou não consigo controlar.
Sinto falta, saudade, vazio, ausência...
de tudo o que intimamente me faz falta.
Sinto a ausência das mãos que se encontram,
dos olhos que se veem e se enxergam,
do perfume que só existe em minha mente mas,
como é apenas uma ilusão, logo vai embora,
se dissipando no ar da minha imaginação fértil.
Sinto saudade de você, que não sei qual nome tem,
mas que faço questão de criar vários nomes
só para que eu tenha por qual nome
chamar nos meus sonhos.
Sinto falta da voz, que não é tão grave e nem aguda.
É no tom certo para os meus ouvidos,
espécie de canção para minha alma.
E aquele vazio que sinto quando o telefone não toca,
ou uma mensagem não recebo e não há nada que posso fazer
para mudar esse quadro, já que o telefonema não virá
e a mensagem nunca existirá?
Me corta por dentro, a alma e sei lá quantas coisas mais,
saber (será que sei?) que alguém existe
mas ainda não sei quem é, como é, onde está...
Maldito vazio, maldita ausência, maldita saudade,
que me transforma num alguém distante,
numa pessoa sem visão, sem expectativas grandiosas,
em alguém que não acredita
mesmo querendo acreditar.
(Thaís Moura)
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