segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

O menino



Hoje, quando andava pela rua da cidade,
avistei um menino.
Um menino como tantos outros, se não fosse
um menino que trabalha.
Um menino como tantos outros, 
se não trabalhasse
como catador de papelão.
Corpo franzino, catava o papelão das lojas e lanchonetes
e por incrível que pareça, cantava.
Não sei se ele cata para comprar um tênis da moda,
um caixinha de som, que é febre por aqui (risos)
ou se trabalha para ajudar a família,
só sei que eu não fui a única a olhar para aquele menino,
não fui a única a me emocionar ao olhar para ele...
Pode ser proximidade de fim de ano, 
pois sempre fico sensível
ou TPM das boas, mas quase chorei, 
vendo aquele menino
empurrando seu carrinho 
e parando na próxima loja
atras de mais papelão, 
sem perder o sorriso.


Enquanto muitos ficam por aí
fazendo absolutamente nada,
esse menino, seja para ajudar a si
ou a família, anda fazendo muito mais coisas
que muito "burro velho" por aí.



(Thaís Moura)

terça-feira, 15 de novembro de 2011


Dias atrás eu li uma frase no perfil do orkut
que dizia mais ou menos assim:
"E se você fosse cego, ainda assim se importaria
apenas com a aparência?"

Uma vez, pensando sozinha, imaginei:
"Que bom seria se todos, TODOS nascessem cegos..."
No meu pensamento, não iríamos nos importar
se a pessoa é gorda, feia, baixinha, 
se usa um óculos mega estranho, enfim,
a aparência não seria importante porque,
sendo cegos, nunca teríamos visto nada mesmo,
nem cor saberíamos o que é e como é!
Como saber diferenciar gordo de magro
se nunca se viu nada?

Sendo cegos, poderíamos conhecer as pessoas
como são, boas ou más, verdadeiras ou falsas,
bonitas ou feias, POR DENTRO.
E se apaixonar e/ou amar então?
Nooossaaaa! Aprender a amar pelo que se é
e não como se é... que bom seria!

Mas... como disse Renato Russo:
"Quem me dera ao menos uma vez
acreditar por um instante em tudo que existe.
Acreditar que o mundo é perfeito
é que todas as pessoas são felizes..."

Quem dera mesmo que todos pudessem ser cegos,
pelo menos uma vez...

(Thaís Moura)

Eu tinha tantas perguntas.
Queria tantas respostas.
Fiquei sei nada.

Cansei de fazer perguntas.
Cansei de ficar sem respostas.
Cansei de não ter nada.

Hoje engavetei 99,99% das perguntas.
Hoje eu crio minhas respostas.
Hoje tenho alguma coisa.

Não quero mais perguntar
se nunca terei resposta
para aquilo que tanto anseio em saber.

(Thais Moura)

Ah... como eu queria...



Hoje é um daqueles dias
onde a vontade grita
e o desejo fala bem alto.
Vontade do que eu ainda não tive,
do que não tenho,
desejo de algo que nem sei
se será bom ou ruim.

Vontade de ter o coração invadido,
a alma repleta de algo mais
que não seja apenas eu.
Desejo de sentir um toque,
um beijo, um olhar, mesmo que distante
mas com toda a sua direção a mim.

Apenas hoje eu queria!
Se ficar por toda vida, ótimo,
mas creio que já estou pedindo muito (risos).

(Thaís Moura)

Ninguém nunca vai entender 
o que você sente 
até passar pela mesma situação. 
(Caio Fernando Abreu)

Ninguém nunca vai entender o que você diz
até que eles comecem a falar a mesma língua.
Ninguém nunca vai ver os seus problemas 
como um problema até que comece a descobrir que também tem problemas.


Ninguém nunca vai entender as suas lágrimas
até que chore pelo mesmo motivo.
Mas... TODO mundo vai ter 
uma solução para o que você sente porque, 
ironicamente, todo mundo "te entende".

(Thaís Moura)

domingo, 30 de outubro de 2011

Andar


Vontade de andar por uma estrada,
sem curvas nem buracos,
sem carros nem pessoas,
sem nenhuma alma que possa me ver.

Vontade de andar por uma estrada
onde não se enxergue o longe,
que o infinito seja a única certeza,
que as árvores sejam 
os únicos seres vivos existentes.

Vontade de andar por uma estrada,
onde ninguém sinta minha falta,
onde não sintam minha presença.

(Thaís Moura)

quinta-feira, 27 de outubro de 2011










Alguns pensamentos se foram, 
outros insistem em chegar.
Tem dias que os sonhos se vão 
na hora em que se dorme 
e voltam quando se está na hora de acordar,
ou acordada (o).
Alguns sentimentos o tempo apagou 
ou fez questão de enterrarem 
em algum lugar bem fundo, à sete palmos...
Outros sentimentos cavam com unhas, 
dedos e mãos com afinco, 
a fim de sair e ver a luz, ou possível luz.

"A esperança é a última que morre, porque os outros sentimentos já morreram!".

Se isso é um toque de esperança? Eu não sei.
Se os outros sentimentos realmente estão mortos?
Também é algo que não sei. 
Creio mais no termo "parcialmente adormecido"ou 
"de férias enquanto não encontra um trabalho 
onde valha apena investir".
Pensamentos e sonhos, vontades e desejos, todos nós temos,
nem que seja bem lá no fundo, 
nem que seja bem simples, como ir ao cinema.
Só que há uma enorme diferença 
entre colocar todos em prática 
e colocar em prática somente 
o que vale a pena e tem chance,
mesmo que mínimas, de dar certo.

"O que torna uma fantasia genial 
é a possibilidade de que ela aconteça!"

(Thaís Moura)

domingo, 4 de setembro de 2011

Com ele


Eu tive um sonho,
e vou contar.
Calma, pelo menos
eu não me atirava
do oitavo andar.
Era preciso abrir bem os olhos
para não correr o risco
de deixá-los fechar.

Tive um sonho... muitos carinhos...
me procuravam dentro e fora
de qualquer prédio ou lugar.
Sabe apenas o que era preciso?
Segurar a mão e se deixar levar.

Cruzar os olhares sempre,
jogar corpo e mãos em cima
daquele corpo e mãos dispostos,
dispostos a me salvar.

É o que eu deveria fazer, e fiz.
Eu tive um sonho...

(Thaís Moura)
Me "aproveitando" da música do Kid Abelha rs




sexta-feira, 27 de maio de 2011

Sonho


Um sonho fora do comum
um sonho beirando o real.
Um carinho facilmente sentido,
um amor facilmente compreendido.

Uma pele terna,
um abraço envolvente.
Sorrisos, risos, risadas...
uma dia de felicidade.

Um alguém sem rosto,
um alguém sincero.
Um alguém que amava,
um alguém que desejava.

Sonho que não deveria acabar,
sono do qual não deveria acordar.
Sonho que fica apenas no sonho,
sonho sentido na pele, guardada na mente,
carregada na alma.

(Thaís Moura)

sábado, 9 de abril de 2011


Esse mais um texto onde eu escrevo o que vejo, penso e sinto
de uma forma mais solta, sem rimas ou versos.
É como se fosse um artigo, digamos assim (risos).
Hoje eu estava observando algumas coisas, algumas pessoas e suas ações
e fiquei me perguntando: "Será que eu estou mesmo vendo isso ou será que
a doida varrida e fora do contexto sou eu?".

Vou tentar me explicar. "Tá" certo que eu fico muito na internet,
tenho amigos aqui, já tive paixões, mas amores, não!!!!
Ainda tentando me explicar, não entendo essa sede, carência ou necessidade
de encontrar alguém e já "praguejar" aos quatro cantos que está supostamente amando.
Porque eu digo supostamente? Bom, se amor agora virou Miojo,
em três minutos está pronto, me desculpe, eu não sabia.
As pessoas andam sensíveis demais, ou loucas e desesperadas demais
(fico com a segunda altenativa).

Podem me chamar de insensível, chata, amarga...
mas eu não acredito em amor relâmpago, em coisa do tipo "olhei, gamei, amei!". Isso é somente em filme, e olhe lá. Lá em cima eu comentei sobre a internet mas nem disse o que ela tem haver com isso. Simplesmente tudo. Sim, tudo.
Depois do BUM da internet, os sentimentos continuam reais mas sendo transmitidos por uma tela. Só que eu creio que perdemos tanto com isso...
Porque apostar as fichas em encontrar alguém pela net?
Porque se desesperar tanto, a ponto de não mais falar com alguém
porque essa não supriu suas expectativas?
Será mesmo que pertinho da gente, na vida real, sem computador,
não exista alguém que possamos conhecer?

Não estou aqui dizendo que não acredito em relacionamentos virtuais e muito menos que não acredito nos sentimentos surgidos na net.
Apenas queria expressar a minha revolta com o "amor Miojo" (risos).
Acredito sim que exista amor em qualquer esfera cabível de relacionamento,
só não acredito em hipótese alguma que amor aconteça tão rápido como ando assistindo ultimamente.

(Thaís Moura)

sexta-feira, 18 de março de 2011

Coisas estranhas


Num mundo onde coisas estranhas acontecem,
cá estou, uma das coisas estranhas do mundo.
Mas se eu sou estranha, porque é estranho esse mundo estranho?
Seria eu não tão estranha assim?

Nesse mundo estranho, onde coisas estranhas ocorrem,
só queria saber o que aconteceu com o certo.
Porque ele se tornou o errado? Porque o errado agora é o certo?

Ser fiel é motivo de risada. "Ciscar" com todos é cool.
Ter um carinho e amizade fiel com uma mulher é estranho.
Dizer que ela é feia é o lógico, afinal de contas, mulher
não pode ver beleza em outra.

Homem romântico é visto como "fresco".
Homem pegador é o machooo!
O decote tem boca, é ele quem fala.
O que a pessoa realmente fala, nada conta,
e para que "né"? Em boca fechada e inteligente,
a mosca burra não quer entrar!

Quem parar e ler essa coisa estranha que escrevi,
nada vai entender.
Se entender, nada irá falar.
Se falar, é porque se encaixou em alguma linha,
em algum lugar.

(Thaís Moura)


terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O porque da dor


Carência dói,
porque alguém que nem liga para você,

que talvez nem saiba da sua existência, te faz falta!!
Carência dói,
porque você sente a falta um carinho

que outra pessoa, por mais especial que seja, não pode te dar.

Carência dói,
porque mesmo que esteja cercado de muita gente,

a pessoa que você tanto deseja ,
não está ali para te deixar contente.


Carência dói,
porque você vê tantas pessoas se encontrando,

mas ainda existe alguém que não te encontrou,
e que ainda não foi encontrado.

Carência dói,
porque deixa vazio, mesmo que por um instante,

um lindo coração, que apenas deseja,
por um momento, ser amado.


(Thaís Moura)



domingo, 9 de janeiro de 2011

Sentimento


Sentimentos são mesmo estranhos...
são mesmo inesperados, acontecem de repente,
envolve, mexe com a nossa mente.
O que o outro tem que me transmite essa paz,
essa vontade de querer, que estar perto
cada vez mais?

Sentimentos são involuntários,
não são controlados,
não avisam de sua chegada.
Apenas aparecem e pronto,
um verdadeiro caos está instalado.

Sentimentos, às vezes, são falsos,
soa de um jeito estranho,
não preenche o vazio de alma
apenas tapa o buraco de um velho corpo,
de vez enquando insano.

Sentimentos nobres, sentimentos quentes.
Sentimentos sinceros, que nunca mentem.
Palavras bem ditas no momento certo,
nada de mentiras vindas desse coração
que apenas sente.
(Thaís Moura)