Hoje, quando andava pela rua da cidade,
avistei um menino.
Um menino como tantos outros, se não fosse
um menino que trabalha.
Um menino como tantos outros,
se não trabalhasse
como catador de papelão.
Corpo franzino, catava o papelão das lojas e lanchonetes
e por incrível que pareça, cantava.
Não sei se ele cata para comprar um tênis da moda,
um caixinha de som, que é febre por aqui (risos)
ou se trabalha para ajudar a família,
só sei que eu não fui a única a olhar para aquele menino,
não fui a única a me emocionar ao olhar para ele...
Pode ser proximidade de fim de ano,
pois sempre fico sensível
ou TPM das boas, mas quase chorei,
vendo aquele menino
empurrando seu carrinho
e parando na próxima loja
atras de mais papelão,
sem perder o sorriso.
Enquanto muitos ficam por aí
fazendo absolutamente nada,
esse menino, seja para ajudar a si
ou a família, anda fazendo muito mais coisas
que muito "burro velho" por aí.
(Thaís Moura)












