terça-feira, 25 de setembro de 2012

 
Por muitas vezes ao dia, respiro fundo
e fecho os olhos para não deixo uma lágrima cair.
Por muitas vezes eu devo ser forte
e fingir que nada machuca.
Dia após dia, viver, sobreviver,
como se tudo que me cerca
estivesse as mil maravilhas,
como se tudo fizesse de mim uma pessoa feliz.
 
Felicidade... afinal de contas, o que é isso?
Onde encontro? Existe mesmo?
Felicidade deve ser utopia
ou uma espécie de placebo 
que nem de longe me engana,
não faz efeito na minha mente.
 
Quisera eu ser uma otimista cega,
me contentar com pouco e crer que,
aquele resquício de sentimento vindo de tão longe
seria a solução de tudo, para tudo.
Pára tudo!!
 
Processos desnecessários da vida
me fizeram um ser azedo,
quase amargo, um ser tolerável,
alguém comum demais.
Não sinto vida em mim,
não vejo vida em quase nada,
não espero muita coisa,
não confio e nem acredito mais.
 
Por muitas vezes ao dia, a noite, a qualquer hora,
eu fecho meus olhos, respiro fundo,
e sinto uma imensa vontade
de nunca ter estado aqui.
 
(Thaís Moura)
 

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Paciência e Tempo?


Entender que tudo tem seu tempo, ou não
Entender que tudo vem ao seu tempo, ou não.
Dar o tempo necessário. Mas quanto tempo?
Para crescer. Brotar. Florescer. Aceitar o ciclo da vida.
A mesmo vida que dizem termos o controle
mas agora devo aceitar o desvio 
que ela dá por conta própria,
pelo que parece.
Respeitar o fluxo do tempo.
E a mim, quem respeita?
Observar o tempo passar. (?) 
E depois dizem que não devo deixar o tempo ir embora,
já que ele não volta e não para.
Observar o tempo certo mas... 
tempo certo para quem?
Para que?
Para plantar aquilo que você sabe que plantou bem plantado.
Para  colher aquilo que você pensava que iria nascer.
Para agir, nem sempre do jeito que gostaria.
Para seguir, nem sempre como você sonhou.
Para aprender, que nessa vida nem tudo é um arco iris.
Aceite: 
A paciência e o tempo nem sempre dão jeito nas coisas.

(Meio Thaís Moura, meio A.D)