domingo, 30 de maio de 2010


Hoje é um daqueles dias
em que a solidão me bate,
o coração fica apertado,
me dá um nó na garganta...

Sinto um frio que não vem do inverno,
os braços vazios e ansiosos,
vontade de ter o que não posso.

As lágrimas querem rolar
mas como teimosa que sou
eu não deixo.
Talvez seria melhor chorar
mas penso que não,
pelo menos não agora.

Hoje é um daqueles dias
em que a solidão me bate,
em que conversar não adianta
e ficar comigo mesma é o que me resta.

(Thaís Moura)

O Mar


Sentada de frente para o mar
e sentindo o seu cheiro,
sentimentos me invadem
e começo a pensar em você.
Por algum motivo eu sinto
que você não deveria estar ali
pois o que sinto ainda é estranho,
nem sei o que será de mim.


As ondas vem e trazem
um pacote de esperança,
quase implorando para eu arriscar.
Porém as mesmas ondas se vão
e apagam das areias do meu pensamento
tudo o que poderia dizer a ti.


Ao ver no mar aquele navio lá longe,
me faz lembrar como estamos distantes.
Distantes das vontades, enfim, de tudo.
Esse lindo mar que me tras você,
que me traz sonhos e desejos,
que me põe um sorriso no rosto,
é o mesmo que leva tudo embora.


O mar que traz a certeza
de que coisas boas virão
me lembra que não posso querer sozinha.
Antes de sermos um
é necessário sermos dois
com o mesmo objetivo.


(Thaís Moura)

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Enquanto você não chega


Enquanto você não chega
minha vida vou seguindo,
meus versos vou fazendo
e em cada linha te sentindo.

Enquanto você não chega
me recuso em prantos ficar.
Vou buscar um sorriso num rosto amigo,
no rosto de alguém que possa me alegrar.

Enquanto você não chega
vou sonhando com seus beijos,
me vejo envolvida em seu abraços...
... ah! Devaneios ingratos!

Enquanto você não chega
me resta apenas torcer,
não demore e saiba,
estou aqui esperando você.

(Thaís Moura)

terça-feira, 25 de maio de 2010


Ele é solteiro, com seus 30 e poucos anos, um tantinho sem estudos, mal consegue ler e escrever.
Trabalha como cobrador para um agiota
e no tempo que sobra ele vai aos treinos.
Mora sozinho e tem como companhia duas tartarugas
e um peixinho dourado.
Na loja de animais, onde comprou os animais, ele a vê: uma moça com seus quase 30 anos, solteira, um jeito estranho de se vestir, um óculos meio desajeitado para o seu rosto, tímida que só vendo, mal olha nos olhos dos clientes.


Quando ele chega na loja tenta de todas as formas conversar com ela, até piadas sem graça ele conta... e ela sorri.
Ele vê na moça tímida e aparentemente sem graça uma paixão e depois exerga a mulher da sua vida, a companheira, aquela que estará sempre com ele "haja o que houver". A mulher que lhe dá força, que não o deixa fraquejar, que é sincera, a mãe de seu filho, a mulher com quem vai ficar e ficou até depois da morte (ela foi vítima do câncer de mama).
Ele a amou, sempre e por toda vida.


Esse é o meu resumo de um filme, que particularmente adoro.
Qual o motivo do resumo? O que quero dizer com ele?
Quero apenas mostrar, do meu ponto de vista,
como pode surgir uma paixão, um amor,
como infelizmente não paramos para ver
a pessoa linda que pode estar se escondendo por tras
da tímida de óculos engraçados,
da gordinha que ama um doce, do nerd que é fera em Matemática,
enfim, as pessoas que sempre passam por nós no dia a dia,
o que elas são capazes de ter e ser e a maioria de nós
não esboça a menos vontade de descobrir.

Esse resumo é o MEU ponto de vista em relação
ao que é efetivamente o amor, na MINHA visão.
Não basta dizer que ama, encrementar a relação com chocolates e lingeries,
flores e jantar à luz de vela. Penso e acredito firmemente que, amor é estar
nas horas boas e principalmente nas ruins, é não "abandonar o barco"
ao primeiro sinal de crise, é ser a força necessária
para elevar a pessoa amada tornando-a forte
e capaz de elevar você quando precisar.
Amor é companheirismo, cumplicidade, enfrentar as dificuldades,
"levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima".


Amor e amar é ser capaz de enxergar
o que e implícito aos olhos
mas visível ao coração.

(Thaís Moura)

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Depende de você


Não quero ser mais uma de suas conquistas,
aquela para quem você diz as mesmas frases
que disse a outrém.
Não quero curar suas feridas abertas,
essas eu peço que você mesmo cure.
Peço também que não me venha cheio de sonhos,
venha com a realidade, ando preferindo mais.

Some comigo apenas o que é possível viver.
Voar alto? Pode ser, mas sempre com um pezinho no chão.
Não diga que me ama se não tem certeza.
Não diga nada sem antes sentir.
Não venha gostar de mim se ainda não gosta de você.

Não me veja como sua vida
mas sim como complemento à sua.
Não me encare como uma chance,
pois eu sou alguém e não um palpite.
Não me diga que sou seu presente
se ainda não consertou seu passado
e nem tem planos para si no futuro.

Apenas venha, diga e encare
quando dentro de ti reinar a certeza,
quando for capaz de olhar o passado sem chorar,
quando o que sentires por mim for certo,
quando você for capaz de se amar.

(Thaís Moura)

Sorriso


Sorriso que ilumina,
que encanta, que fascina.
Sorriso tímido,
sorriso maroto, que brilha.
Sorriso que tem o poder
de consquistar,
de abrir outros sorrisos,
apaixonar.
Ah menino! Sorria sempre,
sem a vergonha,
dê a todos um sorriso puro,
meio sapeca,
como quem apronta.
Não duvide do poder
que o seu sorriso tem.
Lembre-se sempre:
Ao sorrir você está colocando
um sorriso no rosto de alguém.

(Thais Moura)

quinta-feira, 20 de maio de 2010


Se o seu coração bate descompasado como o meu,

tem esperanças como o meu,

deseja ser feliz como o meu

e dentro dele tem alguém como no meu...

Abra os braços, sorria, se permita.

Deixe que esse alguém seja eu

pois eu já permiti que você seja meu.
(Thaís Moura)

Caminhos


Um olhar, um sorriso, um encanto.
Um coração que bate forte,
olhos que briham, desejo que surge.

Vontade de ter, de querer, sentir.
Sentir um toque, sentir a pele, um beijo.
Beijo que é suave, demorado,
beijo inocente, ardente.

Arde como fogo, queima a alma,
desperta vontade de perder-se
com toda calma.

Calmaria no inicio,
explosão, carícias enfim.
Você, eu, nosso amor:
Começo, meio e fim.
(Thaís Moura)

sábado, 1 de maio de 2010

www.carencia.com.br


Hoje não farei poemas ou poesias e nada parecido, apenas me deu vontade de escrever sobre sentimentos. Escrever sobre o que estamos sentindo, como sentimos, se temos absoluta certeza desses sentimentos.
Conversando com uma amiga eu comecei a pensar, pela enésima vez:
"Porque tudo está tão rápido?"
"Porque essa espécie de desespero por encontrar alguém?".
Na internet isso é normal, pelo menos é o que eu vejo, rs.
Pessoas mal se conhecem, mal trocam três palavras e já motivo para o coração bater mais rápido, dizer que está apaixonado, prometer mundos e fundos.
"Nossa! Só de bater os olhos eu senti que ela foi feita para mim!". Conta outra! Isso nem atração é, isso não absolutamente nada. Bom... pensando bem, é algo sim. É falta de cuidado e respeito com seus próprios sentimentos.
Porque essa busca desenfreada por alguém? Porque e para que abrir o coração a quem nem conhecemos direito? Porque deixar que pessoas entrem e invadam nosso coração como se entrassem na casa da mãe Joana?
A cada dia que entro nas comunidades de orkut que participo mas eu vejo como a carência anda ganhando espaço e como a razão perdeu terreno.

É claro que num desses encontros virtuais pode estar alguém legal, mas não está em todas as pessoas que dizem "oi".
Penso que não custa nada analizarmos o que sentimos, pensar com a razão sim e deixar o coração pensar depois. Não acredito em amores relâmpagos e muito menos em atração fatal.
Isso para mim não passa de carência extrema e pura vontade de não ser mais um solitário na vida.

(Thaís Moura)