sábado, 20 de abril de 2013

Imaginando ser feliz



De uns dias pra cá eu ando pensando. Pensando ou fantasiando? 
Enfim... ando imaginando 
(acho que ficou melhor).
Imaginando em como seria se aquele dia tivesse sido diferente. 
O que aconteceria se eu tivesse perguntado?
A sua resposta seria a que eu fantasio 
(agora é fantasiar mesmo!)?
Já conheço o rosto, mas tive que dar um nome, 
e acho que fui bem nessa escolha.
Tem horas em que forço a mente 
para poder lembrar dos detalhes, 
da voz,  dos gestos, de tudo.
Queria ter umas lembranças mais claras, 
menos escuras ou turvas. 
Queria ter lembranças mais doces, mais picantes, 
mais leves, mais sérias... concretas! Lembrança concreta? 
Se eu for me lembrar do bom e velho Português
e seus substantivos comuns e abstratos, 
eu acho que errei um pouco, né. 
Mas quem costuma ler sentindo 
vai entender o que eu quis dizer, o que sinto. 

Queria ter uma lembrança onde de fato as coisas aconteceram, 
não queria mais ter que ficar inventando algo 
para me iludir e fingir que aconteceu. 
Essa coisa de Cazuza e seu adorar um amor inventado,
me desculpe, para mim não dá. 
Posso estar até pegando essa parte fora do contexto, 
mas ela sozinha significa o obvio.
Acho que me perdi um pouco nos meus pensamentos, 
ninguém entenderá nada, 
mas não tem problema, eu só queria dizer...

Ainda continuo pensando. Pensando se verei, 
se vou reencontrar, 
se terei, se nada terei que inventar 
ou se apenas será mais um capítulo 
dessa história de pré vida que tenho. 

Esses dias eu tenho permitido me iludir, 
tenho permitido viver de fantasias.
Não sei porque me permiti algo do tipo! 
Talvez pelo fato de ter dias em que, para sentir um  carinho, 
tenho que criar todo roteiro do carinho pretendido, 
do carinho desejado. 
As vezes é necessário acarinhar a imaginação.

(Thaís Moura)

quinta-feira, 11 de abril de 2013




Só gostaria que entendessem: 
eu gosto de ficar calada, gosto de ficar sozinha.
Já me acostumei com esses períodos de silêncio e plena solidão. 
Tem coisas que não deveriam ser, mas são. 
Algumas coisas acontecem 
quando não deveriam acontecer, 
enquanto outras, bem, 
não acontecem, nada acontece. 
Só quero aproveitar esse nada 
para tentar descansar meu corpo, minha mente... 
tentar organizar o que aqui dentro está 
uma verdadeira bagunça, 
uma espécie de mar revolto.


Eu não seria boa companhia a ninguém 
e não quero que alguém 
sinta a obrigação de me fazer companhia, 
cada um sabe daquilo que se deve ou não fazer.
Só quero ficar com minha mente tranquila. 
Não quero pensar em nada, em coisa alguma. 
Apenas quero tentar encontrar 
uma tranquilidade e equilíbrio 
que antes eu possuía, mas agora não possuo mais. 

(Thaís Moura)