sábado, 1 de maio de 2010

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Hoje não farei poemas ou poesias e nada parecido, apenas me deu vontade de escrever sobre sentimentos. Escrever sobre o que estamos sentindo, como sentimos, se temos absoluta certeza desses sentimentos.
Conversando com uma amiga eu comecei a pensar, pela enésima vez:
"Porque tudo está tão rápido?"
"Porque essa espécie de desespero por encontrar alguém?".
Na internet isso é normal, pelo menos é o que eu vejo, rs.
Pessoas mal se conhecem, mal trocam três palavras e já motivo para o coração bater mais rápido, dizer que está apaixonado, prometer mundos e fundos.
"Nossa! Só de bater os olhos eu senti que ela foi feita para mim!". Conta outra! Isso nem atração é, isso não absolutamente nada. Bom... pensando bem, é algo sim. É falta de cuidado e respeito com seus próprios sentimentos.
Porque essa busca desenfreada por alguém? Porque e para que abrir o coração a quem nem conhecemos direito? Porque deixar que pessoas entrem e invadam nosso coração como se entrassem na casa da mãe Joana?
A cada dia que entro nas comunidades de orkut que participo mas eu vejo como a carência anda ganhando espaço e como a razão perdeu terreno.

É claro que num desses encontros virtuais pode estar alguém legal, mas não está em todas as pessoas que dizem "oi".
Penso que não custa nada analizarmos o que sentimos, pensar com a razão sim e deixar o coração pensar depois. Não acredito em amores relâmpagos e muito menos em atração fatal.
Isso para mim não passa de carência extrema e pura vontade de não ser mais um solitário na vida.

(Thaís Moura)

3 comentários:

  1. Alguém disse certa vez que 'o mal estar da humanidade é a solidão', bom, acho que foi Freud...mas o fato é que a solidão em 99% está relacionada à carência afetiva, ao desejo de ter alguém com quem compartilhar não só sentimentos, mas momentos bons ou ruins, conversas mil e por aí vai. Chega um momento que apenas as amizades não bastam, que é necessário sentir o coração batendo forte, acho que é aí quando nos apaixonamos primeiro pelo ato da paixão em si e por isso buscamos uma pessoa que seja o objeto dessa paixão que nos alimente, que nos aqueça no tempo frio. A internet hoje é um canal, antigamente eram os bailes de damas do séc. XIX, um olhar, amor à primeira vista, depois as cartas, amor via postal, sem contato físico, com missivas perfumadas, letras desenhadas, tempos de guerras, amores que não se materializaram pq soldados não retornaram. Cada tempo tem seu modos de manifestação do 'encontro', mesmo que em meio à muitos 'desencontros'. O amor pode acontecer rápido ou devagar, não existe um tempo certo pra isso, o problema não está em amar ou não amar, mas sim em manter esse amor nas dificuldades do dia à dia, só aí, ele será testado. Carência existe e sempre existirá. A cura é o amor? Talvez amar a si mesmo antes já ajude bastante a aprender a amar o outro. ;)
    .
    Tô bobão...rs. Te adoro e escrevi demais!

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  2. Aiii como adoro quando escreve, rsrs. Também te adoro

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  3. Me encaixei perfeitamente em tudo que escreveu, cada linha parece que foi feita analisando a Sol Almeida, não foi não neh? rsrs
    Mas infelizmente tem horas que a solidão se transforma em desespero e consequentemente em carência.
    Meu único receio é voltar a ter o coraçãozinho de pedra como eu tinha a tempos atrás e dessa vez não ter mais volta e não ter o privilégio de ter sentimentos nobres como o amor.

    Parabéns pelo blog Thaís.

    Saudades das nossas conversas.

    Bjus

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