sábado, 7 de setembro de 2013

Uma espécie de saudade


Até hoje eu não sei se é saudade ou sentir falta.
Não sei se os dois podem ser considerados a mesma coisa.
Mas o que importa? Apenas existe, seja falta ou saudade,
e não posso ou não consigo controlar. 
Sinto falta, saudade, vazio, ausência... 
de tudo o que intimamente me faz falta. 
Sinto a ausência das mãos que se encontram, 
dos olhos que se veem e se enxergam, 
do perfume que só existe em minha mente mas, 
como é apenas uma ilusão, logo vai embora, 
se dissipando no ar da minha imaginação fértil.
Sinto saudade de você, que não sei qual nome tem, 
mas que faço questão de criar vários nomes 
só para que eu tenha por qual nome 
chamar nos meus sonhos. 
Sinto falta da voz, que não é tão grave e nem aguda. 
É no tom certo para os meus ouvidos, 
espécie de canção para minha alma.
E aquele vazio que sinto quando o telefone não toca, 
ou uma mensagem não recebo e não há nada que posso fazer 
para mudar esse quadro, já que o telefonema não virá 
e a mensagem nunca existirá?
Me corta por dentro, a alma e sei lá quantas coisas mais, 
saber (será que sei?) que alguém existe 
mas ainda não sei quem é, como é, onde está...
Maldito vazio, maldita ausência, maldita saudade, 
que me transforma num alguém distante, 
numa pessoa sem visão, sem expectativas grandiosas, 
em alguém que não acredita 
mesmo querendo acreditar.

(Thaís Moura)


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