quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Sou um diário já rasgado,
rasgado pelo vento,
cansado da espera
de olhos que pudessem me ler.

Sou como uma pista de pouso desativada,
não espero mas nenhum avião,
eles tomaram outra rota,
decidiram se mudar...

Sou uma sereia livre,
sem cantos e sem lamentos,
nadando, de um canto a outro,
nesse vasto e ininterrupto mar,
passando por entre velhas embarcações
já naufragadas!

(Thaís Moura)

2 comentários:

  1. Sério Thaís, esse poema é LINDO!
    Identifiquei-me demais, você escreve com o coração e eu ADORO GENTE QUE ESCREVE COM O CORAÇÃO. Sem estética, sem padrão só com o sentimento.
    Tá de parabéns viu?

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  2. Shah, obrigada!! Eu escrevo o que sinto,
    sem medo, sem receio se irão me chamar de boba rs.
    Que bom que gostou.
    Beijos

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