Tem dias que é complicado seguir em frente
como se nada pesasse no peito.
Sim, no peito.
Nas costas geralmente só pesa problemas, seus, dos outros...
geralmente são problemas.
O peso no peito é estranho. Sufoca, esmaga.
É como se uma pedra com mais de infinitas toneladas triturasse os ossos,
e até mesmo o coração.
Me vejo tão perdida,
querendo um sentimento que não encontro em canto nenhum
e que provavelmente nunca irei encontrar.
Não queria me perder dessa maneira, me perder por ficar só.
Queria me perder por haver sentimentos demais me rodeando.
Queria me perder por um sentimento em especial,
algo que fique marcado para sempre na vida.
Só que... parece que todos andam ocupados demais,
para sentir algo assim. Me sinto a única disposta.
Quem me dera ser normal, me sentir viva.
Sentir que não estou passando por esse mundo mas,
que eu estou vivendo nele.
Que um dia eu possa sentir o me viver.
(Thaís Moura)


