quarta-feira, 23 de abril de 2014

Só pensando...

É engraçado como as pessoas gostam de falar sobre o amor e dizer o quanto e como amam, o que amam... Quem me vê, num primeiro momento, pensa até que sou uma pessoa seca, mais gelada do que a Antártida, indiferente. Até gosto de parecer assim. 
Porém, não sou assim. Sou apenas incomum.
Definir o amor é algo muito amplo, complicado, muitos nem conseguem mas, 
uma coisa eu tenho certeza dentro de mim. Se eu não sou amada, eu não amo.
Minha definição de amor é simples: reciprocidade!
Se eu não me dou bem com alguém, odeio o que ela gosta, ela odeia o que eu curto, não liga para o que eu sinto, se eu desapareço nem percebe, não sente a minha falta, eu não sinto a falta dela... terei amor a ela por causa de que?? 
Parafraseando o trecho catalisador desse meu escrito: "Amor é estado de graça e com amor o amor se espalha.". Ainda comentando o trecho, rosas não florescem em solo seco, sem água. Florescem porque, preparada a terra, seja por alguém ou pela natureza, fica preparada para florescer. Se bem tratada ela é, flores veremos. Se amada a pessoa é, amor nela veremos e dela teremos. (salvo as exceções, como alguns serial killers etc rs).

Para mim, assim é o amor: Eu amo porque alguém me ama, não importa quem seja esse alguém (pai, mãe, irmão...). Em algum momento eu fiz algo, um gesto simples mas, 
que tocou a esse alguém e por isso ela também me ama.
O que assusta a muitos é que a palavra troca é comumente relacionada com negócio, permuta, comércio. Não vejo absolutamente nada de absurdo em dizer: 
Só amo se sou amada. Se houver troca! Se houver reciprocidade!
Só te dou carinho se eu sentir que algo bom retorna para mim. 
O que muitos chamariam de egoísmo eu chamo de valorização de sentimentos.
Por exemplo: quando gostamos de alguém e esse alguém não nos corresponde, 
já parou para pensar porque colocamos a culpa nessa pessoa mas, não temos coragem 
de nos apontar e dizer "que besta eu fui por acreditar e amar quem não ligava para mim"?
Valeu a pena amar? Se reclamamos e culpamos o outro, a resposta é NÃO!
Não temos coragem disso porque é mil vezes mais fácil ver a inércia do outro 
em relação aos nossos sinais de amor do que enxergarmos a exagerada expectativa que criamos em relação a essa pessoa. Isso todos nós só enxergamos tempos depois mas,
na hora, no calor do momento, a culpa é sempre do outro, que foi sincero ao que realmente sentia.
Amor com amor "se paga", se constrói, se vive, se é feliz. Até porque eu ainda não vi construirem nada bom com amor e indiferença, ou com amor e desdém... 
Dispenso os pensamentos religiosos pois, para mim, exclusivamente nesse pensamento, aqui não cabe.

(Thaís Moura)

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