Essa dor que dilacera,
me faz sofrer,
parece até que mata.
Mata aos poucos,
da raiz até o topo.
Rasga o peito e enche os olhos,
lágrimas.
Sufoca, me sufoca.
Fica preso, sem ter para onde ir.
Não consigo falar,
não tenho para quem falar.
Não tenho para quem expor
porque não há quem mereça.
Queria ser levada
para bem longe daqui,
meio que abduzida,
ficar desaparecida.
Não sentiriam minha ausência,
bem sei.
Que falta faria
no presente de alguém?
Sentindo perder o chão,
o pouco controle que tinha.
Mas agora não quero saber,
deixo a pose lado.
Quero exercer
o meu direito de sofrer.
(Thaís Moura)






