Qualquer palavra dita,
ouvida, lida... e a gente se encolhe.
Encolhe num cantinho só nosso,
para pensar, refletir,
ver, rever porque incomoda,
rever o que incomoda.
Ser sensível demais nesses novos tempos
em que sensibilidade não é nada demais,
deixa a gente tão fraquinho...
Dó dos meus sentimentos
quando bate aquele sentimento de
"não adianta, o tempo corre,
você não pode ficar parada
esperando que algo aconteça".
Mas se fazemos algo e nada acontece,
a culpa, se é que tem culpa, é de quem?
Eu nem fiquei parada!
Vontade de me encolher,
recolher-me num canto qualquer,
ficar ali esquecida, de vez,
permanente, encolher-me como quem quer
voltar ao primeiro estado da vida,
posição fetal, revirada, voltada para si,
intocável, frágil, protegida.
Qualquer palavra dita, lida, ouvida,
pensada... e a gente se encolhe...
(Thaís Moura)

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