sábado, 24 de agosto de 2013

Coisas que a gente sente...

Sabe aqueles dias em que você acorda pensando "o que está acontecendo?", o que estou vivendo?", "afinal, o que sinto?"? Estou nesses dias desde as minhas férias.  Como alguns sabem, eu vivo bastante aqui no mundinho virtual  então é mais fácil eu conhecer pessoas aqui do que na rua, no ônibus, no trabalho...  E numa dessas "facilidades" conheci ele. Não posso citar nome porque o "ele" já andou visitando esse espaço e vai que floresce uma súbita vontade de ler meu blog de novo e acaba dando de cara com isso, não pode né!! 
Bom... nos conhecemos na net e sabe quando a coisa vai fluindo de uma forma bem natural, só aquele papo bem descontraído, descobrindo coisas em comum. O bom é que ele mora perto, já que eu acho a cidade onde mora super hiper mega perto rs.
Só que eu juro, até agora eu não sei o que sinto. Não me vejo pensando nele o dia todo, não suspiro quando penso, mas me abalo quando a janelinha do agra skype, sobe rs. É um abalo diferente, não sei mesmo explicar.
Já estive apaixonada N vezes, (aff!) e o que ando sentindo é diferente. Talvez pode ser pela idade, ando mais centrada, talvez menos iludida, não esperando tanta coisa das pessoas, de nada. Isso é bom, assim aprendi e aprendo a viver apenas o que faço no momento, o hoje, os 45 minutos atras, os 60 minutos anteriores quando "desenbestei" a enviar sms para alguns amigos dizendo "Olha, e eu a Alyne vamos nos encontrar hoje, vem com gente!!".

Já me perdi. Vamos voltar ao "ele", rs.

Todos que aqui me leem sabe da mega neura que tenho com meu corpo  e como isso mexe comigo, não tenho confiança alguma e isso é algo que eu: 
ou aprendo a contornar, ou vivo com medo e receio ou sei lá... mando tudo pra PQP e me tranco no quarto rs. Por foto é moleza disfarçar, mesmo que involuntariamente, os quilos a mais, aquela barriguinha ou até uma simples espinha. Tá... ele viu, e gostou. Disse que gostou. Mas por foto "eu adoro,  eu me amarro" no Stallone e me chamam de maluca rs. 

Tento não me estressar com isso, pelo menos não por enquanto. A ligação entre a gente é meio que tudo. Se eu estiver chateada ele ouve,  se eu estiver bem ele demonstra ter ficado contente por saber, se eu estiver doente lá está ele, no dia seguinte, me perguntando como estou, se melhorei... A coisa entre a gente é sentimental e física. A física, confesso, fala bem mais alto, mas tem lá o seu equilíbrio. 


Sei lá porque me deu vontade de escrever sobre isso, de falar.  Eu apenas sei que não sei ao certo o que é tudo isso,  é diferente das paixões que eu já tive. 
Eu não fantasio coisas absurdas, não desejo o tão famoso  "ficar junto sempre". Se for apenas uma vez, tá bom.  E se for nenhuma vez? 
Bom também! 

(Thaís Moura)

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Me leve...


Não me leve a mal, apenas me leve daqui.
Não me leve para ali, aqui, acolá...
Me leve para onde você sinta que eu queira estar.

Não me leve a toa, me leve com propósito.
Não me leve por obrigação, me leve, leve.
Não me leve assim, sem razão, sem querer.
Não me leve num só ritmo, 
me leve na base do samba rock, jazz, blues,
raiva, alegria, ciúmes, qualidades e defeitos.

Não me leve uma só cor, 
leve todas as cores do mundo.
Não me leve apenas o dia lindo,
me leve também os dias cinzentos, eu gosto mais.

Não me leve com medidas,
me leve assim, sem tamanho,
sem restrições, sem cabimento,
fora de qualquer forma explicável ou lógica.

Não me leve como levou outras,
me leve diferente, pois sou diferente.
Não me leve apenas, não caminhe contando os passos.
Me leve guiando, sem sentir para onde se vai.

Não me leve a mal, apenas me leve,
apenas seja, apenas queira, apenas aceite,
apenas acredite, apenas impulsione...
apenas se deixe levar pela minha levada.

(Thaís Moura)

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Quero tanto... mas não quero mais.


Desisti! Cansei! Não quero mais! 
Mas... queria tanto!
Não me considere uma invejosa, por favor, 
não pense isso de mim.
Mas não entendo, juro que não entendo, 
porque demora tanto assim.

Fico olhando, observando como acontece. 
Mas, para mim... creio ser invisível, 
pois nada, ninguém aparece. 
Tento afastar de mil maneiras esse sentimento 
que em mim transborda. 
Só que de nada adianta, nasci assim, 
me considero uma alma certa, porém torta.

Não concordo com quem diz que 
"só aparece para aqueles que não esperam".
Em qualquer lugar, a qualquer hora, 
alguém está a esperar, só que, mas uma vez, 
apenas para variar, ele ali, parado, 
ali sem querer, é quem vai merecer.

Acho injusto uma pessoa passar a vida 
amando sem sentir-se amado por alguém, 
isso é a verdadeira perda de tempo, 
isso é a verdadeira injustiça.
Só que, quem sou eu para dizer alguma coisa, 
quem sou eu para rebater
o pensamento daquele que amado é, 
que sozinho não é mais?

Queria mesmo que o amor me encontrasse, 
que ele viesse atrás de mim.
Não vou conseguir me desligar 
e nem fingir que não o espero,
desculpe mas, não sei ser assim.

Não vejo mal nenhum em esperar o que se quer 
mas, o que fazer quando mesmo lutando 
e fazendo minha parte, 
nada parece acontecer?
Sou uma pessoa simples, 
com coração triste e alma cansada,
uma pessoa que ama mas, 
que de tanto amar entristeceu.

Me sinto tão pesada 
por carregar tanto amor 
e não pode trocar.
Simplesmente desisto. 
Cansei. 
Se for sozinha, assim, 
não quero mais amar.

(Thaís Moura)


domingo, 28 de julho de 2013

Inseguros


Seria tudo "perfeito", se não fosse 
por um pequeno grande detalhe:
A insegurança.
Passamos tanto tempo sozinhos, 
ouvindo besteiras sem eira nem beira,
que tudo vai ficando enraizado na gente, 
e quando as coisas apontam para uma melhora 
a gente simplesmente não acredita, 
a gente prefere colocar na cabeça que não vai dar certo. 

Engraçado... tudo o que sempre queremos 
é apenas uma chance, aquela chance de mostrar 
e provar que não somos azarados, 
que de fato demorou mas, nós nascemos para isso. 
Eis que a chance vem e junto com ela a insegurança. 
Inseguros são seguros do que sentem mas, 
incapazes de acreditar no que o outro diz sentir. 
Não acreditamos que seja mentira, apenas, infelizmente, 
nos foi tirado o costume de acreditar 
que alguém possa gostar de nós, 
que alguém possa ver na gente 
alguma qualidade, beleza, sensualidade... 
Mesmo que o mundo todo diga que exista, 
para nós, nada disso existe em nós. 

Inseguros são sonhadores e realistas, 
realistas frustrados, realistas feridos.
Tantas feridas que, se existe algum espaço "em branco", 
certamente será preenchido por alguma nova dor. 
Tão sonhadores que, mesmo secretamente, 
sempre cabe mais um sonho.
Somos bobos inseguros, 
querendo que tudo mude mas, 
sem que nós precisemos mudar. 
Sou uma insegura tola, 
querendo que as pessoas me enxerguem.
Embora algumas me enxerguem, 
 eu mesma não enxergo a mim.
Inseguros são, bem lá no fundo, 
cada um de nós. 
Uns mais, outros menos,
apenas esperando, sei lá até quando, 
um gole, uma injeção de coragem.

(Thaís Moura)

domingo, 2 de junho de 2013

Pedido de não desculpa

Me desculpe por não ser 
quem você esperou que eu fosse.
Comecei dizendo "me desculpe" 
por falta de palavra mais adequada.
Não peço desculpas por ser quem sou, 
como sou ou no caso, como não sou.
Imagino o que esteja pensando, 
ou quem sabe o que esteja sentindo.
Talvez eu não seja tão corajosa 
como a outra pessoa 
com quem está conversando agora mas, 
não sou obrigada a ser igual a ela.
Tudo o que eu gostaria 
era sentir respeito exalando de ti, 
não senti e desculpe 
mas isso foi o que senti, de verdade. 
Gostaria de ter o meu tempo respeitado, 
de ter ouvido a verdade, 
de saber realmente quanto tempo 
estava disposto a "perder" 
para realmente me conhecer, ver como piso, 
por onde costumo andar.

Não parece, mas sou uma pessoa disposta, 
desde que eu sinta a mesma disposição vinda do lado de lá. 
Não sou feita de "de vez em quando", sou feita de hoje, 
amanhã, explicações, entendimentos, respeito e também silêncio. 
Meu silêncio é o fator X, só eu mesmo entendo o motivo de ficar calada.
Se não entende, bom... quem disse que tudo o que eu faço é algo com explicação clara? Sou meio turva, quase escura. 
Poucos me veem, raros me sentem andando ou vagando, 
contados nos dedos de uma das mãos
são os que captam algo em fração de segundos. 

Não quero que me desculpe por ser quem e como sou. 
Quero que se desculpe por desenhar uma ideia 
que nem longe ganharia vida. 
Bom ou ruim, essa é a realidade, confusa sou eu. 

(Thaís Moura)

sábado, 1 de junho de 2013

Reencontro

Talvez você já tenha estado nessa situação: você conhece alguém, tem uma conversa legal, breve, rápida, mas legal. Nem você e nem a outra pessoa perguntam os nomes, fica no "como esquentou hoje!", "você gosta do inverno também?", "nossa, sou parecido com você." e outras coisinhas mais. 
Para o Paulo, que provavelmente nunca saberá o que fez s2
 Trinta minutos, ou até menos, e é o suficiente para que algo mude dentro da gente. Uma pessoa comum, que se   aproxima de outra pessoa comum e não faz questão de que você seja perfeito (aquele perfeito que alguns insistem em ser ou impor como o correto a seguir, a ser).

Uma pessoa linda. Linda para os seus olhos, com encaixe em todos os itens que tem naquela sua listinha secreta, aquela dentro de você, que só você sabe como é.
Uma pessoa que, se não fosse a consulta, a fila, a prova, mesmo lugar e salas diferentes, valeria a pena "perder a hora" conversando, valeria a pena saber mais e mais, sempre, a todo instante.
"Será que ou vê-lo novamente?", "poxa... espero que ela também tenha outra consulta mês que vem.", "tomara que aquela transferência comentada não tenha acontecido"... sim, a esperança ou desejo de ver novamente!
E quando ela se concretiza é uma maravilha que só. 
Sorrisos, alegria, leveza...

Por um breve momento aquela sua espera é recompensada e não importa se você não ficará com o "prêmio". A sensação do "aconteceu, reencontrei, me reconheceu" é tão boa, é satisfatória.  Pode ser que alguns pensem: 
"nossa... se contentar com pouco?". 
Bem... a vida é feita de momentos, pisando degrau por degrau e sem pular nenhum deles. É feita de escolha e separações. Separações do que você acha ter valor ou não, seja breve, longo, muito ou pouco. A vida é ter altos e baixos, se permitir chorar, sofrer, gritar, se irritar, ter momentos de melhora,  querer melhorar, sorrir, gargalhar, rir por dentro... pra si.
Não acho pouco se te faz bem. Não acho pouco se te deixa feliz.

(Thaís Moura)
 

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Quase inexistente

Foto by Thaís Moura
 
Uma flor no chão.
Que ninguém repara
Que ninguém vê
Que não tem tanta importância.

Aquela flor caída.
Que não tem valor
Que um ou outro percebe
Que faz, vez ou outra, alguém pensar.

Florzinha simples.
Que tem sua beleza ignorada
Que tem a sua significância destruida
Que, de  forte, não tem nada.

Flor totalmente fora do lugar.
Que não sabe porque caiu de lá
Que não sabe o que faz ali
Que não sabe aonde vai ficar.

Florzinha leve.
Que espera que o vento lhe carregue
Que seja soprada para bem longe
Que de tão longe sua essência descanse.

(Thaís Moura)