segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Falsidade
















Um ser que nada transmite, nada tem.
Um ser que, ao meu ver, só quer saber do seu bem estar,
de se sentir bem, de estar bem.
O bem dos outros?? Se der tempo você dá uma olhadinha!

Um ser estranho, esquisito, frio, ausente.
Um ser invisível, é isso que você é.
Um ser que nada é, um ser mesquinho,
alguém que pode encantar alguns mas os outros você não engana.
Um ser mórbido, parado, porém ágil na hora que lhe convém.

Um ser oportunista, que diz entender alguém mas odeia quando dizem "estou deprimido".
Um ser de duas caras, que diz "gosto de ajudar"
mas odeia ouvir os lamentos de quem necessita da tal ajuda.
Um ser contraditório e que no fundo é mais necessitado de ajuda do que eu.
Para esse ser eu digo: Antes que querer consertar os outros
se conserte primeiro!!

(Thaís Moura)

domingo, 11 de outubro de 2009

O meu mundo

Meu mundo é em tons de cinza, em preto, em tons de tristeza.
Meu mundo não é da forma que você vê
nem da forma que você pensa que é.
Meu mundo não tem nada de lindo, nada de alegre, nada de feliz.
Meu mundo é um lugar onde a tristeza impera, as lágrimas rolam
e o coração coitado, só bate na sua verdadeira função, manter-me viva.

Meu mundo é silencioso, frio, vazio...
ninguém mora lá, exeto minhas frustrações e eu.
Meu mundo não pertence a este mundo aqui fora,
é um mundinho à parte e à par de tudo.
Meu mundo pode ser perfeito para quem vê a capa
mas se vissem o conteúdo não ficariam deslumbrados.
Meu mundo faz parte de experiências frustradas,
decepções seguidas, a vida como ela é pra mim.
Meu mundo é egoista, um tanto quanto cruel, acho que me quer apenas pra ele.

Meu mundo não muda de cor, por mais que use as mais variadas cores,
os melhores pincéis, as melhores tintas...
Meu mundo não quer ser colorido, teima em ser cinza,
teima em viver na sombra.
No meu mundo não há espaço para minhas alegrias,
para os meus desejos.
Meu mundo é apenas eu, é apenas o que sou, é apenas como sou.
(Thaís Moura)

Seres vazios

Ando sentindo tudo tão diferente... as pessoas em minha volta mudando, não tendo nada o que dizer, argumentar...
como se tudo estivesse bom,
como se ignorar os problemas fosse melhor.
Sinto que estou cercada de pessoas que acham mil vezes mais fácil aceitar tudo de cabeça baixa do que dizer "está ruim, não gosto disso".
Não entendo o porque desse tipo de conformismo,
porque se conformar com certos assuntos..
Sinto que a cada dia, as pessoas estão mais vazias,
querem o vazio, buscam o vazio.
Sinto que ando envelhecendo ou não acompanho a modernidade, as modas do momento, onde é mais importante ter do que ser, viver de aparente alegria e se afogando na real tristeza.
Sinto que eu, com todos os MEUS problemas,
ainda me mantenho fiel a mim, ainda sou eu mesma.
Posso ser a dramática, mas não me escondo em falsos risos,
em falsas alegrias num intuito de camuflar minha dor.
Gostaria de saber quem é o vazio nessa história: Elas que se escondem atras da moda ou eu, que mesmo sendo vista como exagerada, não escondo o que sinto?

(Thaís Moura)

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Sem rumo

Ando sem rumo, sem destino, sem chão.
Ando como tudo fosse acabar a qualquer momento,
como alguém cujo as coisas não interessam
ou pelo menos não interessam mais.
De coração lacrado, desejando que alguém o abra e
também com medo, desejando que ninguém possa abri-lo.
Ando contraditória, mas quem não é?
Por centenas de vezes eu quis, eu desejei,
lutei para que tudo fosse diferente
porém nada mudou, nada muda... será que não lutei o suficiente?
Ou será que meu destino é ser assim mesmo?
Já não sei de mais nada, não entendo porque tudo muda
para aqueles que quase não desejam e até para os que não desejam.
Não entendo porque vivo sem rumo, porque tudo é igual,
porque tudo é o mesmo.
Ainda não entendo porque o meu rumo é o nada.

(Thaís Moura)

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Quem

Quem não me entende
é porque nunca esteve na minha pele.
Quem diz que reclamo demais
é porque já teve o que ainda busco.

Quem me pede para seguir em frente
é porque pensa que nunca tentei seguir.
Quem acha que a solução para mim é fácil,
com certeza já saiu de uma igual ou pior.


Se nunca saiu, não me enche.
Se nunca passou, vai se lascar.
Se o seu é mais difícil,
cada um sabe onde o calo aperta.
Quer me ajudar? Obrigada!
Mas vamos no cada um na sua!

(Thaís Moura)

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Tem horas que parece que tudo está perdido.
Tem horas em que eu me sinto perdida.
Não entendo o porque do vazio chegar do nada
mas sei o porque de estar sempre me sentindo vazia.

A tristeza me toma o peito, me aperta o coração,
me consome e em questão de minutos o pranto se faz presente.
A vontade que tenho é de gritar o mais alto que puder.
Mas para que? Não ia adiantar...
Iriam me ouvir mas não entender.

Encontrar quem me entenda é complicado,
nem eu me entendo às vezes.
Mas o que sinto é de fácil entendimento,
na hora eu percebo do se trata.

O que sinto é solidão, é medo, é vazio...
É falta de alguém que não chega,
de alguém sem rosto e sem nome
que está por aí, no meio da multidão.

(Thaís Moura)

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

"Não brinquem com amores virtuais.
Eles são como todos os amores,
provocam as mesmas mágoas, mesmas dores
daqueles que chamamos de normais.

Estes porém machucam ainda mais
pois nunca se dividem os cobertores,
dos beijos não se provam os sabores
nem vão-se pelos ímpetos carnais.

Mesmo assim, quando este amor se acaba,
os dias perdem o brilho,
parece que ao redor tudo desaba.

E a solidão ao cúmulo se revela,
chorar-se um frágil amor que só se havia
na fina transparência de uma tela."
(Jenário de Fátima)