sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Sem rumo

Ando sem rumo, sem destino, sem chão.
Ando como tudo fosse acabar a qualquer momento,
como alguém cujo as coisas não interessam
ou pelo menos não interessam mais.
De coração lacrado, desejando que alguém o abra e
também com medo, desejando que ninguém possa abri-lo.
Ando contraditória, mas quem não é?
Por centenas de vezes eu quis, eu desejei,
lutei para que tudo fosse diferente
porém nada mudou, nada muda... será que não lutei o suficiente?
Ou será que meu destino é ser assim mesmo?
Já não sei de mais nada, não entendo porque tudo muda
para aqueles que quase não desejam e até para os que não desejam.
Não entendo porque vivo sem rumo, porque tudo é igual,
porque tudo é o mesmo.
Ainda não entendo porque o meu rumo é o nada.

(Thaís Moura)

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