quinta-feira, 1 de julho de 2010

Um ser


No peito um vazio semi inexplicável,
espécie de buraco negro perdido na órbida do coração.
Sensação de perda sem ter tido o que perder,
de ganhar coisas sem mesmo querer,
de esperar por coisas que são inesperadas.

No olhar carrega uma falsa alegria,
um brilho de esperança sem tê-la.
A certeza de que fez o que podia
mas foi traida pela diferença.

Perguntas sem fim,
nenhuma explicação que convença.
Onde errou? Se é que errou.
Qual a hora? Se é que tem.

O preço por ser diferente é alto,
custa caro, se tem muitas perdas, ou todas.
Mudar a essência? Para que? Porque?
És um ser de capa fechada, nada de livro aberto,
o leem quem tem coragem, quem realmente quer.

(Thaís Moura)

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