domingo, 14 de outubro de 2012

"Está faltando conteúdo!"



Comecei a me perguntar: 
Falta mesmo, mas será que ainda existe 
alguém que queira isso?
Vivemos numa sociedade onde, 
se você não tem um rostinho bonito,
um corpinho "seduzente", ah meu amigo... 
você não serve para praticamente NADA!
Eu disse nada? Me enganei.
Para algo você vai servir. 
Servirá para ser motivo de piada sem graça 
nas rodas de amigos que talvez você nem conheça.

Seria hipocrisia de minha parte 
se eu disse que não gosto de admirar
uma pessoa bonita por fora, 
mas isso não que dizer que faço disso uma prioridade 
ou que os não bonitos por fora são merecedores
de piadinhas sem noção!

Que direito uma pessoa acha que tem 
para apontar o dedo e dizer
"Você é feio!", "Tem uma cara estranha!", 
"Tu é gordo 'pacas'!"?

Por mais amor próprio que tenha a pessoa 
eu penso que o mesmo não deve afetar  o cérebro 
de quem disfere tal grosseria e desrespeitar o outro.

Está faltando conteúdo... 
e também está faltando muita gente
começar a olhar para o próprio umbigo!

(Thaís Moura)

terça-feira, 25 de setembro de 2012

 
Por muitas vezes ao dia, respiro fundo
e fecho os olhos para não deixo uma lágrima cair.
Por muitas vezes eu devo ser forte
e fingir que nada machuca.
Dia após dia, viver, sobreviver,
como se tudo que me cerca
estivesse as mil maravilhas,
como se tudo fizesse de mim uma pessoa feliz.
 
Felicidade... afinal de contas, o que é isso?
Onde encontro? Existe mesmo?
Felicidade deve ser utopia
ou uma espécie de placebo 
que nem de longe me engana,
não faz efeito na minha mente.
 
Quisera eu ser uma otimista cega,
me contentar com pouco e crer que,
aquele resquício de sentimento vindo de tão longe
seria a solução de tudo, para tudo.
Pára tudo!!
 
Processos desnecessários da vida
me fizeram um ser azedo,
quase amargo, um ser tolerável,
alguém comum demais.
Não sinto vida em mim,
não vejo vida em quase nada,
não espero muita coisa,
não confio e nem acredito mais.
 
Por muitas vezes ao dia, a noite, a qualquer hora,
eu fecho meus olhos, respiro fundo,
e sinto uma imensa vontade
de nunca ter estado aqui.
 
(Thaís Moura)
 

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Paciência e Tempo?


Entender que tudo tem seu tempo, ou não
Entender que tudo vem ao seu tempo, ou não.
Dar o tempo necessário. Mas quanto tempo?
Para crescer. Brotar. Florescer. Aceitar o ciclo da vida.
A mesmo vida que dizem termos o controle
mas agora devo aceitar o desvio 
que ela dá por conta própria,
pelo que parece.
Respeitar o fluxo do tempo.
E a mim, quem respeita?
Observar o tempo passar. (?) 
E depois dizem que não devo deixar o tempo ir embora,
já que ele não volta e não para.
Observar o tempo certo mas... 
tempo certo para quem?
Para que?
Para plantar aquilo que você sabe que plantou bem plantado.
Para  colher aquilo que você pensava que iria nascer.
Para agir, nem sempre do jeito que gostaria.
Para seguir, nem sempre como você sonhou.
Para aprender, que nessa vida nem tudo é um arco iris.
Aceite: 
A paciência e o tempo nem sempre dão jeito nas coisas.

(Meio Thaís Moura, meio A.D)

terça-feira, 14 de agosto de 2012



Todo sujeito é uma ilha.
Todo mundo tem seus segredos, seu mistério.
Todo mundo é um porto, sempre à
espera de algo ou alguém.
Todo mundo é um porto, sempre,
mesmo não querendo, assistindo a partida de outrem.
Todo mundo é solidão, impossível
estar acompanhado sempre.

Às vezes somos ponte, só fazendo uma ligação.
Às vezes um chão, onde passam e não veem.
Às vezes um porto feliz, momento de calmaria.
Às vezes um porto triste, 
revolta e ressaca no mar.

Sou um Porto Deprimido, um corpo
cansado, uma alma triste.
Sou um ser sobrevivente, um
combatente, um ser guerreiro.
Sou um Porto Solitário, 
que caminha a passos curtos, 
perdi a pressa de ter aonde chegar.
Sou um ser enorme, de coração
trancando mas capaz de gestos nobres.
Sou um Porto, um sentimento, um
estado de espírito.
Sou a ilha inabitada, deserta,
esperando, quem sabe, ser o deserto de alguém.

(Thaís Moura)

quinta-feira, 5 de julho de 2012

"Cansei de tentar odiar o amor. Eu não consigo!"

"Cansei de tentar odiar o amor. Eu não consigo!"
(Deyse Borba)
 
Lendo essa frase eu parei e pensei: "Porque odiar algo que a gente tanto quer?".
Talvez o que eu odeie não seja o amor em si, mas sim o fato de não ser amada da maneira que penso, quero, desejo... da maneira que preciso e quem sabe, necessito.
As pessoas dizem que tudo o que é nosso encontra uma maneira de chegar até nós mas se esquecem de olhar para elas e ver que é fácil dizer tal coisa quando não se está mais esperando nada e ninguém, quando já se tem ao lado, na frente, atras, aquilo que sempre quis.
Será que, se estivessem à espera, a frase seria a mesma? 
Não há nada de errado em querer odiar o amor, pelo menos eu não vejo. Não somos obrigados a simplesmente aceitar as dores que nos assolam, nem tão pouco pôr em nossa mente que nascemos para ficarmos sós quando querem pregar o clássico "Deus não fez ninguém para ficar sozinho".
Ter vontade todos tem, seja de amar, de um amor, de ser amado (tudo isso junto), mas o desânimo e descrença batem, inevitável.
Porém, chega uma hora em que não é mais possível mentir pra si mesmo, enganar quem está a sua volta. Como disse a Deyse, a gente cansa de tentar odiar, não consegue.
Já que não conseguimos, vamos amar!! Mas me dou o direito e dever de amar apenas quem me ama. Querer o amor é uma coisa, dar de bandeja um sentimento tão lindo para que qualquer um faça de parquinho, nunca.
Que não tenhamos mais medo de amar, que não tenhamos medo de odiar o amor, pelo menos não odiar  para sempre.
 
(Thaís Moura)
 
 
 

domingo, 1 de julho de 2012

 "Sabe quando aquele seu pedido não é realizado? 
Pois é, coisas melhores irão se realizar, 
e aquilo não era o bastante. 
Sabe todo esse sofrimento que você está passando? 
Pois é, eu estou acompanhando, e eu tento falar no seu ouvido 
que isso tudo vai passar, mas você não me escuta… 
Eu sempre te escuto, mas você não quer me ouvir, por favor, 
não me culpe, não me julgue, eu tenho tantos planos para você. 
Eu te amo, e jamais vou deixar você na mão.


Com amor, Deus "




Se é verdade que nos ouve,
 me ouve, sabe o que passo, 
o que passamos, 
porque devo ser colocada à prova 
toda "santa" vez?
Porque ele, eles, nós, 
somos postos à prova todos os dias, 
a cada nova chance?
Se vai passar, porque não passa logo? 
Porque insiste em me ver chorando 
e reclamando por todo sempre?
Será mesmo que sou que não escuto, não ouço, 
ou tem alguém bem sádico 
que anda adorando me ver implorar 
e dar de cara na parede?

Se os planos que tens (?) para mim forem tardios, 
me desculpe, jogue os planos fora 
pois não me interessam mais.
Sempre me ouve? 
Tá, eu sempre falei, 
tinha mesmo que ouvir.
Sabes mesmo pelo que estou passando? 
Tá, eu nunca escondi isso, 
não é segredo para ninguém.
Se tudo vai passar, porque não passa? 
Quando passa? 
Porque sou obrigada a esperar o seu tempo 
e ver ignorado o meu?

Em matéria de "eu te entendo", 
andas entendo apenas a metade,
apenas a parte em que peço aos meus, 
aos que me cercam.
A mim, me desculpe, 
não andas entendendo mais.

Com amor e sinceridade,

Eu.

(Thaís Moura)

sábado, 2 de junho de 2012


A gente sente quando deixa
de fazer parte da vida de alguém.
A gente sempre sabe quando um ciclo se fecha.
Sabemos quando não devemos insistir em algo
que não é a mesma coisa de antes.
Relacionamentos são assim, 
te surpreendem de todas as formas.
Lá no fundo, bem no fundo, 
alguma coisinha, algum "sentimentozinho" 
sempre vai ficar.
Torná-lo tão grandioso como antes,
bom... não dá.

(Thaís Moura)