terça-feira, 30 de junho de 2015

Na Contra Mão

Quem a maioria dos homens acham que a maioria das mulheres são (e vice versa)?
O que acontece para pensarem que, com uma canção qualquer, de sua vasta lista de repertórios já manjado e batido, "abrimos as pernas" num estalar de dedos (ou, no caso dos homens, abrem a carteira)?

Que o mundo hoje é outro, isso nem se discute. Homens e mulheres não são como antes, nada e ninguém é como antes. Hoje em dia, se você quiser só transar e jogar fora, tem quem "coma" e tem quem "dê". A lei da procura e da oferta está atendendo muito bem.
Mas... o que acontece com os verdadeiros nesse história? Vou tentar explicar.

Falando de música, quem é que nunca pensou ou lembrou de alguém ao ouvir uma música romântica? Aquelas músicas que te transportam para um outro lugar com a pessoa dos seus sonhos... Eu já (mas, Deus é muito Pai e me livrei disso. Amém!?).
Agora, quem é que já teve, talvez, o coração despedaçado por alguém que cantou e/ou tocou a música certa mas, com as intenções erradas? Eu nunca (aha! Dessa eu me livrei!).

É um tanto ruim para mim (peço desculpas para quem se sente bem) observar, ouvir, ver que utilizam de meios tão bacanas para "catar" algumas pessoas. Uma música, para muitos, conta uma história já vivida, uma história sendo escrita ou uma história louca para ter suas primeiras linhas traçadas. 
Algumas pessoas ainda cultivam sonhos, desejos, tem uma raiz romântica e romantizam muitos momentos. 
A música certa, ao soar nos ouvidos de uma pessoa, também certa, é capaz de abrir no coração e na mente um campo de possibilidades, de fantasias, de sonhos, de vontades...
Não cante se a sua intenção é "te canto". Não desperdice um Nando Reis, sendo falso (a), com alguém que apenas sabe ser verdadeiro.
"Toda forma de amor" é válida, desde que haja amor envolvido. 
Para um "lance", o repertório de Mr. Catra dá e sobra e, em últimos casos, talvez valha a pena comprar uma Les Paul...

Thaís Moura



Só para constar...

Há algumas semanas, dois amigos, homens, viraram para mim e disseram "Thaís, você precisa namorar, arrumar alguém!". Pensei comigo mesma: "Preciso?". Bom... em seguida, também disseram que apresentariam um amigo (odeio essas coisas porque, em 60% dos casos, é roubada). 
E não é que era!!!

Talvez meus sentimentos tenham empedrado de vez, de tanto que já "apanhei" dessa parte da vida mas, isso não significa que sou uma desesperada que vai correr para o primeiro tonto que me apresentam. Em tempo, eles não apresentaram, nego essas coisas de cara.


Analisando o "pretendente", fiquei me perguntando o motivo de quererem me apresentar. Só para começar, nada a ver comigo. NADA!! Pensando bem, só isso é o suficiente comentar, não é bom falar de alguém assim... e falar mal!
Para um deles eu perguntei se eles teriam a coragem de apresentá-lo para a mãe deles. Fiquei sem resposta. Não tem resposta. 

Posso não ser a mais formosa das criaturas mas, mereço respeito. 
Não sou inteligente para nada! 
Se eu apresentasse uma amiga como eu para eles, eles iriam gostar? 
A resposta é não. Como eu sei? Observar é uma arte.
Se eles levaram isso à sério, não sei mas, eu levei.

Já percebi que a maioria me olha como uma qualquer. 
Qualquer no sentido de "Ah... é para ela? Qualquer coisa serve!". 
Ninguém conhece alguém tão bem que saiba corretamente o que esse alguém sente. 
Nem sei porque escrevo isso... acho que é para desabafar mesmo, tem horas em que a gente necessita, não é?

Thaís Moura

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Fim de ano


Foi-se o tempo em que eu criava expectativa a cada fim de ano anunciado. Fazia promessas, esperava cumprir todas religiosamente e o mais importante, esperava que o novo ano fosse bonzinho comigo.
Eu cresci, levei tombos, me ralei toda! Me levantei de cada tombo mas, no último, eu decretei: eu estou terminantemente proibida de dar amor e valor, considerar e venerar, admirar e esperar de quem não faz nenhuma questão de fazer o mesmo por mim! 

Promessa essa que cumpri à risca. Não preciso alimentar a esperança com um "calma que já vem" se a verdade é um "espere sentada.". Esse ano foi o ano de ser sincera comigo, sincera com os que me rodeiam, de dizer "se gostou, ótimo. Se não gostou, a porta fica logo ali!". Ano de ser realista que todos chamam de pessimista (já acostumei, eu não penso como eles, logo, eles pensam diferente de mim).
O ano de 2014 não foi o ano de ficar chorando pelo leite derramado mas, foi o ano de pegar esfregão e balde, limpar a sujeira e seguir adiante.
Não me permiti "morrer" de amores" por quem quer que seja. Você deve estar pensando "ah... se não se permitiu, não descobriu o que viria, quem viria, se valeria a pena...". Para você eu respondo: Meu coração e minha vida não é revista exposta em banca de jornal onde qualquer um chega, dá uma olhadinha e cai fora sem querer se envolver com todo o conteúdo. Na minha vida eu só deixo chegar perto quem quer somar, dividir e multiplicar. Quem sabe dar e receber, mesmo que somente queira doar (o que eu não faço mais).
Minha vida, meu coração (até mesmo a sua vida e o seu coração) não é terra largada onde entram, fazem  farra e deixam a sujeira para você limpar. 
Eu, em 2014, coloquei plaquinha onde diz "aqui só entra quem merece, só fica quem quer e quem eu quero e só permanece os que se sentem à vontade com meu jeito estranho de ser.

Como será 2015? Não faço ideia e muito menos quero planejar. Mas, se posso ousar esperar algo desse novo ano, é que eu continue a valorizar apenas aqueles que sempre estiveram comigo em 2014 e nos anos anteriores e aprender sempre a viver um dia de cada vez

Feliz Ano Novo para mim ;) 

Thaís Moura

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Preconceito

 O "crime" dessa mulher (Aline Zattar - modelo) é ser gorda numa sociedade onde o padrão de beleza já foi definido e pobre de nós, simples mortais e comuns, se dissermos que ela é linda do jeito que é. 
O crime dela foi ter ficado linda nas fotos, ter incorporado a mulher sensual mas, caramba...
Ela é gorda! Não pode!
A pena aplicada a ela: 
- Ser chamada de Free Willy;
- Ouvir que vai estampar a capa do Globo Rural;
- Ser comparada a uma porca;
- Ouvir que é uma doente por está acima do peso;
- Ser comparada a um hipopótamo... e outras coisas.
Você não é obrigado (a) a gostar, a ficar, a namorar ou casar com uma (um) gordinha (o) mas, é obrigado a ficar de boca fechada se não tem nada de útil a dizer e principalmente, ficar de boca fechada se for para ofender alguém. Se você gosta que as pessoas te respeitem, também deve gostar de respeitar as pessoas.
Infelizmente, desde que inventaram a rápida divulgação de mensagens, notícias e opiniões, qualquer um acha que pode falar o que quer sem pensar duas vezes, sem medir as palavras.
Maldita inclusão digital para pessoas de mentes vazias.
 PS: Dispenso comentários do tipo "não é bem assim". É super assim, sim! Se você não está vendo, abra os olhos. O preconceito está bem do seu lado.
Thaís Moura

terça-feira, 29 de julho de 2014

Por você. Mas... e por mim?


Hoje me deparei com uma mensagem engraçada que fizeram utilizando a música Por Você, do Barão Vermelho. É! Essa mesmo em que a pessoa diz que, pela pessoa, ela faria um monte de coisa.
Fiquei pensando, e pensando (mesmo não sendo a pessoa de melhor indicação para pensar nesse assunto mas...) e indaguei: 
"E por si próprio, o que você faria?".
 
Para quem anda numa vibe de puro amor, paixão, vendo passarinho verde, chamando urubu de meu cheiroso, essa música é digna de não haver qualquer tipo de indagação. Ela é perfeita! É a pura demonstração de amor de um homem para uma mulher.  
Claro que, cada caso é um caso, cada um é cada um e a mudança e desafios propostos na letra podem ser resumidos em: "por você eu prometo melhorar, até mudo radicalmente, se preciso for" mas, fiquei a pensar "e por você, seu bobo? O que você faria por você?". (e isso também serve para as mulheres).

Será que a pessoa teria a mesma disposição para fazer algumas coisas se fosse apenas por ela própria? Já li em algum site da vida que, pessoas apaixonadas tendem a ficar mais interessadas e dispostas a fazerem algo, porque contam com um incentivo que, no caso, é a pessoa amada e o sentimento que ambos nutrem. 
Mas, depois de tanto martelarem na minha cabeça que eu deveria fazer as coisas por mim e pensando em mim, não entra na minha cabeça fazer algo do tipo "ter mais herdeiros que um coelho" apenas para agradar "você", principalmente porque a parideira é sempre, sem sombra de qualquer dúvida, uma mulher. (Quem escreveu essa letra é homem mesmo. Transar feito um coelho todo mundo gosta, parir, meu querido, é com a mulher ok! Fácil ter herdeiros quando não é o grávido da história).
Impossível para mim (e para qualquer pessoa com o parafuso no seu devido lugar) tomar "banho gelado no inverno" apenas "por você"! Eu nunca "dançaria tango no teto" porque, pelas leis da gravidade, isso é impossível. Não teria como fazer nem por mim. E mesmo sendo possível, não faria.

Meus exemplos foram de acordo com a letra da música e simplesmente querem dizer um "Eu não faria NADA que fosse apenas por você!!!".

Posso nunca ter amado, nem ter sido amada mas, não precisa ser muito inteligente (ou talvez precise...) para saber que amor, romantismo, paixonite enjoada, é via de mão dupla, é dar e receber (e se você acredita que tudo isso é doação, pergunto: se ele (a) não te "doasse" amor, vocês estariam juntos?)! Ninguém fica com outra pessoa sem que a mesma não saiba que está numa relação com alguém, ou seja, ninguém tem um relacionamento amoroso sozinho (esqueça o platônico!). 
Amor a dois é ambos se respeitarem como indivíduos, alimentarem suas qualidades e tentarem da melhor maneira possível conviver com seus defeitos. Mudanças acontecem gradativamente e não pode ser feitas apenas para alguém, porque alguém pediu ou porque alguém quer.
 
Se você ouve essa música dando suspiros e acha o supra sumo da declaração de amor, pergunte-se: "Eu faria por mim o que eu fiz por você?".


(Thaís Moura)



quarta-feira, 23 de julho de 2014

Pequenas coisas, médios incômodos, grandes reflexões.

 






Segundo Meera Nagananda (professora de meditação): 


"Pessoas preenchidas são pessoas contentes. 
Contentamento não é ter tudo o que se quer mas, 
estar satisfeito com o que se tem e com o que se é".

Fiquei pensando nesse trecho do texto (todo ele postarei depois) e fiquei pensando que, em parte, faz todo sentido. Pessoas contentes com o que tem, em como são, podem sim se sentirem preenchidas. 
Só fico incomodada com uma coisinha: porque parece que, implicitamente, dá a entender que, não se pode deixar de ser contente por não ter o que se quer? Vou tentar explicar rs.
Algumas pessoas adoram a frase "pessoas felizes não enchem o saco" mas, parece que nunca querem saber o que faz uma pessoa encher o saco por ser/estar infeliz. Nunca param para pensar que, cada pessoa é um ser diferente e reage de forma diferente para as mais variadas coisas da vida. 
Eu, por exemplo, sou uma dessas pessoas. Embora eu seja infeliz mas, não encho o saco de ninguém rs! 
Muitas pessoas que antes me diziam para não dar tanta ou nenhum importância àquilo que me fazia falta hoje se dizem completas por terem o que eu queria. Então, pela minha linha de raciocínio, elas também sentiam falta mas, por eu abrir o jogo era chato e elas manterem em segredo era chique? 
A questão não é ter os que os outros tem. A questão é querer o que sempre nos foi condicionado a crer que é normal ter. Se não é necessário, porque ter? Não faz falta, porque não joga fora?
Não estou condenando, apontando, nem nada do tipo. Só tenho a mania de me colocar no meu lugar e lugar de tantas outras pessoas que, preenchidas ou não, contentes ou não, só querem um pouco de entendimento sobre aquilo que andam sentindo. Pessoas essas que só querem que entendam que, nem tudo é facilmente praticável e nem tudo é lindo de se ver. 
Cada pessoa tem seu tempo de chegar, ficar e passar pelas fases que a vida impõe e cada pessoa tem o direito de se sentir satisfeita ou achar que ainda lhe falta algo.
Não tenho muita certeza mas, parece que já li em algum lugar algo do tipo "se não me falta mais nada, se satisfeita estou com tudo, o que me resta fazer?". 
Aos plenamente satisfeitos, nem resta um. Resta nada. 

Thaís Moura

 O texto base na íntegra:

"Pessoas preenchidas são pessoas contentes. 
Mesmo que alguém crie uma situação de descontentamento diante delas, pessoas contentes demonstrarão seu contentamento ao cooperar com aqueles que tentam torná-las descontentes. Contentamento não é ter tudo que se quer, mas estar satisfeito com o que se tem e o que se é. 
Pessoas contentes tem o sentimento de abundância mesmo sem ter muito, porque elas apreciam o que tem. Por outro lado, aqueles que não apreciam o que tem e o que são, estão sempre insatisfeitos porque se comparam com outros. Satisfação é estar preenchido. 
Quando se está preenchido, os olhos não são guiados pelo que os outros têm." 
Meera Nagananda
 

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Sobre o jogo



Futebolisticamente falando, hoje foi um dia para lembrar. 
Um placar elasticamente vergonhoso nos termos que regem o futebol. 

De um lado uma equipe que, em Salvador, se sentiu mais em casa do que nunca, ficaram maravilhados com as belezas que viram nos lugares onde ficavam antes dos jogos, que fizeram um vídeo para mostrar os melhores momentos deles no Brasil e que são donos de um futebol absurdamente disciplinado e tático funcional até os dentes.

Do outro lado, uma seleção Penta Campeã Mundial, com, teoricamente, mais de 200 milhões de torcedores fazendo as honras e sendo o "camisa 12", com estádios lotados cantando o Hino Nacional à capela, com jogadores de emoções à flor da pele, com o um dos melhores jogadores do mundo na atualidade, com um futebol absurdamente fraco, aparentemente sem esquema tático, decepcionante de fazer perder os dentes!

Futebol, desde que me entendo por gente, desperta emoções inexplicáveis, como choro, raiva em excesso, tristeza, alegria, gozações, e acreditem, desperta até conversa séria sobre o futebol (adoro essa parte!).
Para aqueles que gostam de futebol, independente de time, seleção, apenas pelo futebol, hoje ficou claro que a seleção brasileira não tinha e nunca teve uma equipe capaz de disputar a Copa do Mundo com condições de chegar numa final e claro, ganhar o título. 
Que seleção é essa onde num acidente de percurso, se viu um tanto quanto deslocada com a saída forçada de seu "principal jogador"? 
Que mídia é essa que, num dia dão apoio e dizem "temos condições de classificação" mas, é só perder que dizem "marquem outra partida com Neymar e Thiago Silva em campo e veja que não tomaremos tantos gols", "o vilão é o Fred!"?
Que "patriota" é esse que cantou o Hino mas, vaiou os seus jogadores 
ao final do jogo e aplaudiu apenas os alemães? 
(não que eles não sejam dignos de aplausos).
Que revoltado com a Copa é esse que, meses antes fazia protestos contra a mesma e no dia 12 de junho contra a Croácia comemorou o não pênalti em Fred?
Que pessoas são essas que não entendem que, quando dizem "a maior vergonha do Brasil..." diz respeito à seleção brasileira de futebol e não sobre o Brasil como país? 
(como país, essa derrota nem é vergonha, temos vergonhas maiores...).
Que pseudo entendido e do contra foi esse que brigou e gritou "não vai tem Copa" mas, não quer nem estudar a possibilidade de escolher um candidato que lhe pareça descente para votar, preferindo "anular essa porra toda e foda-se" e ainda continua furando fila (que, caso não saiba, também é feio!)?

Desculpe se o meu modo de ver a Copa difere do seu. Gastos existiram mas, poderiam ter protestado antes. Protestar com tudo pronto, vocês que foram para rua, não me convenceram nem um pouquinho! 

Se essa Copa deixou um legado esse legado não foram os estádios, 
nem a educação dos japoneses, muito menos a quebra do estigma de que o povo alemão é frio. Se deixou algum legado foi o de que, com ou sem Copa, alguns de nós, povo brasileiro, não sabemos perder. Que muitos de nós colocamos a culpa em todos menos em nós mesmos. Que futebol é apenas um modo de diversão sadia e bem pensada para alguns, de trabalho (para quem vive dele) e distração. E que infelizmente, mesmo que não tivesse Copa, tudo estaria como está... Não investiriam esse dinheiro em outra coisa, fato lamentável e qualquer leigo sabe disso. 

Eu comecei dizendo "hoje foi um dia para lembrar". Lembrar que:

- Em se tratando de esportes, ninguém é invencível e ninguém é incapaz;
- Oportunidades cada um tem a sua e aproveita quem quer;
- "Pimenta nos olhos dos outros é refresco". Nos seus olhos, queima, né!?;
- Respeito todo mundo gosta, todo mundo quer. Então, vamos praticar?;
- Humildade poucos tem;
- Educação vem de casa;
- Seleção brasileira, foi bom enquanto durou.

Que em 2018 (Copa na Rússia) e antes (Eliminatórias e outros), 
tenhamos mais "dependemos de todos" (equipe) 
e menos "dependemos dele" (suposto time de um jogador só).

(Apenas analisando esse jogo de um ponto de vista diferente...)


Thaís Moura