"Cansei de tentar odiar o amor. Eu não consigo!"
(Deyse Borba)
Lendo essa frase eu parei e pensei: "Porque odiar algo que a gente tanto quer?".
Talvez o que eu odeie não seja o amor em si, mas sim o fato de não ser amada da maneira que penso, quero, desejo... da maneira que preciso e quem sabe, necessito.
As pessoas dizem que tudo o que é nosso encontra uma maneira de chegar até nós mas se esquecem de olhar para elas e ver que é fácil dizer tal coisa quando não se está mais esperando nada e ninguém, quando já se tem ao lado, na frente, atras, aquilo que sempre quis.
Será que, se estivessem à espera, a frase seria a mesma?
Não há nada de errado em querer odiar o amor, pelo menos eu não vejo. Não somos obrigados a simplesmente aceitar as dores que nos assolam, nem tão pouco pôr em nossa mente que nascemos para ficarmos sós quando querem pregar o clássico "Deus não fez ninguém para ficar sozinho".
Ter vontade todos tem, seja de amar, de um amor, de ser amado (tudo isso junto), mas o desânimo e descrença batem, inevitável.
Porém, chega uma hora em que não é mais possível mentir pra si mesmo, enganar quem está a sua volta. Como disse a Deyse, a gente cansa de tentar odiar, não consegue.
Já que não conseguimos, vamos amar!! Mas me dou o direito e dever de amar apenas quem me ama. Querer o amor é uma coisa, dar de bandeja um sentimento tão lindo para que qualquer um faça de parquinho, nunca.
Que não tenhamos mais medo de amar, que não tenhamos medo de odiar o amor, pelo menos não odiar para sempre.
(Thaís Moura)






