terça-feira, 21 de fevereiro de 2012


Entra ano, sai ano. 
Entra gerações e saem outras gerações, a questão é a mesma:
Buscar/encontrar o príncipe, a princesa perfeita dos contos de fada 
que vive a suspirar, esperando que o seu príncipe a tire 
da mais alta masmorra e a torne feliz para sempre.
Se ela espera um príncipe, porque vive a beijar um sapo? 
Pode ser, como responderam , porque eles, os príncipes, 
fugiram com as bruxas.
Talvez porque sapos existem, qualquer chuvinha que cai nesse verão 
 eles logo aparecem, ali no seu quintal ou na rua mesmo.

Será que existem princesas? Bom... depende. 
Princesas existem até o exato momento 
em que descobre algum defeito que elas têm, 
depois disso, viram bruxas. Inevitável.
Ninguém, e esse ninguém me refiro aos homens, 
não estão tão dispostos a encarar de frente um defeito vindo 
de sua mais bela e perfeita princesa. 
Poxa! Porque estragar tamanha perfeição?
Perfeição? 
Perfeição que só existe nos olhos apaixonados de quem vê, 
de quem vive tal fase. 
Perfeição verdadeira existe nos olhos de quem realmente ama com vontade, sabendo e enxergando a verdade 
contida na alma daquela pessoa, do ser amado. 
Agora, livre de qualquer problema alucinógeno causado pela paixão 
é quando eu, você, nós nos gostamos do jeito que somos, quando assumimos nossos gostos mesmo que sejam estranhos aos olhos alheios. 
Paixão cega, amor devolve a visão e nos assumir 
tal qual somos nem nos deixa míopes.

Copiando a Lígia Sabino Guedes: 
"Talvez por achar que princesa é sempre princesa 
é que a gente acaba se desapontando."
Porém, como ela mesma citou logo depois:
"Ser princesa ou não é questão de ângulo".

Com certeza! 
O que não vale é por num pedestal quem, com certeza, tem defeitos até as tampas.
O que custa assumir que sua princesa tem falhas como qualquer mortal?
A não ser que ela seja mais uma nova criação do Walt Disney,
ela é uma mortal! 

(Thaís Moura)

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012


Às vezes cansa tanto fingir que se é feliz, que se é "normal" como todo mundo,
que mais cedo ou mais tarde, vai acontecer algo de bom.
Cansa muito querer ser uma atriz principal e só ter papel para coadjuvante,
encenar somente o que não se quer, o que nunca quis, nunca desejou.

Dói na alma sentir que o tempo passa e nada se pode fazer, nada muda, nada acontece... dói mais ainda ter de ouvir as pessoas dizendo que devo fazer "isto" ou "aquilo", mas não sabem o que faço/fiz para que algo ou tudo mude.

Cansa viver num mundo, num lugar, onde tudo acontece de acordo com o que você é... por fora! Onde você se sente estranha por ser correta, onde o premiado é o errado.
Cansa chorar a noite, se fazendo a clássica pergunta "porque?" e a resposta não vem... e nem virá.

Ultimamente anda cansando sorrir por tudo, chorar pelo nada. Por não se ter nada.
(Thaís Moura)

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012


Lua.
Estranhamente me enche,
e ao mesmo tempo me esvazia.

(Thaís Moura)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012


Faz
Desfaz
Refaz
Diz
Contradiz
Sem mais.

Anda
Corre
Para
Começa
Respira,
Continua
Desiste.

Recomeça
Caminha
Observa
Admira
Se encanta.
Simples!

Ama 
Se apaixona
Gosta
Desgosta.

Vive!!

(Thaís Moura)






Por qué no te callas?


As palavras falam o que, 
na maioria das vezes, o coração grita.
Estranho é o coração gritar apenas 
quando se está vivendo
o que você joga e no mesmo instante, reflete: 
reciprocidade!
Porque é admirável o que fala de amor 
mas penoso o que fala da sua dor?
Se o coração dele grita dores, 
apenas dor sairá
e cabe a quem lê ou ouve, 
respeitar.
Não estranhe se alguém, 
do quase nada, calar as palavras que diz.
Talvez ele não ache tão necessário 
"dividir" algo tão pesado,
para quem apenas só tem ouvidos 
para um recém saído do fundo do poço!

(Thaís Moura)

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012


Fico observando e me pergunto: porque às vezes cobrimos um amor com outro?
Amor eu usei de forma até forte, mas digamos um gostar, uma paixonite, enfim... porque nos enganar com algo que não é verdade, com algo relâmpago, com algo que sequer soa verdadeiro?
Algumas pessoas insistem em dizer que eu vivo na defensiva, que não me permito...  permitir me enganar eu não vou mesmo!! 
Permitir que eu seja apenas uma muleta, um step... só mais uma? Não dá, comigo não. 
Ultimamente eu ando sentindo as pessoas tão carentes, mas algumas não assumem e as que assumem, abusam. 
No meu mundo, ou na minha cabeça mesmo (risos), não cabe essa coisa de morrer de "love" por uma pessoa e, ao não ser correspondido, fingir que nada aconteceu e sair por aí na base do "ai, se eu te pego!". Tudo bem, alguns superam rápido, mas não tão rápido assim.
Eu acredito que, primeiramente, devo respeitar a mim, ao que sinto, as minhas dores, os meus momentos de dor de cotovelo, os meus dramas...
da mesma maneira que eu não quero ser apoio de ninguém, não quero fazer de alguém o meu apoio, minha mola, nada!
Acredito que o respeito que resolvemos nos dar é fundamental, um tipo de promessa que não pode ser quebrada.


Quando passamos boa parte de nossas vidas apenas pensando nele(a), desejando a ele(a), amando sem ser amado(a), inevitavelmente, um dia, a ficha cai e você percebe que não há nada de errado em pensar em você, desejar você, amar você e ser retribuído... Nesse caso, não há nada de errado em "por a carroça na frente dos bois".


(Thaís Moura)

terça-feira, 24 de janeiro de 2012


Ele veio em forma de sonho, 
de algo que acalmava,
veio em forma de olhares que tudo diziam, 
de sorrisos de canto de boca,
de momentos onde os olhos desviavam.
Ele veio num sonho que parecia realidade, 
que faz a gente acordar feliz.
Veio sorridente, forte, simples,
"mal vestido", "largado", 
lindo, de camiseta,
braços de fora,
 tatuado!

(Thaís Moura)