quinta-feira, 26 de janeiro de 2012


Fico observando e me pergunto: porque às vezes cobrimos um amor com outro?
Amor eu usei de forma até forte, mas digamos um gostar, uma paixonite, enfim... porque nos enganar com algo que não é verdade, com algo relâmpago, com algo que sequer soa verdadeiro?
Algumas pessoas insistem em dizer que eu vivo na defensiva, que não me permito...  permitir me enganar eu não vou mesmo!! 
Permitir que eu seja apenas uma muleta, um step... só mais uma? Não dá, comigo não. 
Ultimamente eu ando sentindo as pessoas tão carentes, mas algumas não assumem e as que assumem, abusam. 
No meu mundo, ou na minha cabeça mesmo (risos), não cabe essa coisa de morrer de "love" por uma pessoa e, ao não ser correspondido, fingir que nada aconteceu e sair por aí na base do "ai, se eu te pego!". Tudo bem, alguns superam rápido, mas não tão rápido assim.
Eu acredito que, primeiramente, devo respeitar a mim, ao que sinto, as minhas dores, os meus momentos de dor de cotovelo, os meus dramas...
da mesma maneira que eu não quero ser apoio de ninguém, não quero fazer de alguém o meu apoio, minha mola, nada!
Acredito que o respeito que resolvemos nos dar é fundamental, um tipo de promessa que não pode ser quebrada.


Quando passamos boa parte de nossas vidas apenas pensando nele(a), desejando a ele(a), amando sem ser amado(a), inevitavelmente, um dia, a ficha cai e você percebe que não há nada de errado em pensar em você, desejar você, amar você e ser retribuído... Nesse caso, não há nada de errado em "por a carroça na frente dos bois".


(Thaís Moura)

terça-feira, 24 de janeiro de 2012


Ele veio em forma de sonho, 
de algo que acalmava,
veio em forma de olhares que tudo diziam, 
de sorrisos de canto de boca,
de momentos onde os olhos desviavam.
Ele veio num sonho que parecia realidade, 
que faz a gente acordar feliz.
Veio sorridente, forte, simples,
"mal vestido", "largado", 
lindo, de camiseta,
braços de fora,
 tatuado!

(Thaís Moura)

domingo, 22 de janeiro de 2012

Inevitável:
Um dia cansamos das baladas, dos casos e rolos sem sentimentos intensos e começamos a apreciar a nossa própria companhia.
Um dia decidimos que queremos um amor verdadeiro, mesmo que não dure para sempre, mas que pelo menos traga um aroma e sabor às nossas manhãs, tardes e noites... Um amor, uma bela companhia que saiba e queira olhar a Lua de ponto nunca visto.
Um dia decidimos que queremos exibir nossos dons culinários e conhecimentos sobre vinhos apenas para essa pessoa especial. Decidimos também que, o que mais desejamos no momento é reconhecer essa pessoa pelo cheiro, perfume, pelo som do seu caminhar e até mesmo pelo seu silêncio.

Um dia decidimos que esses domingos sem graça poderiam ser melhores na companhia desse alguém. Decidimos que queremos viver uma paixão ora tranquila, ora turbulenta, mas sempre com esse alguém.
Um dia sentimos a falta que nos faz ter alguém para quem voltar depois de um dia cansativo ou não, tanto faz, só precisamos voltar para alguém.
Um dia sentimos vontade de deitar no tapete da sala e ficar olhando para essa pessoa, meio que admirando sua postura ao ler um livro ou até mesmo o jeito engraçado de ver como ele fica com raiva ao assistir seu time jogar.
Um dia decidimos que uma das nossas maiores vontades é deitar na cama e ficar a espera desse alguém sair do banho, todo perfumado e se posicionar do outro lado da cama, abraçando... Se perder em abraços.

Um dia decidimos que a guerra de travesseiros não é algo apenas a se fazer quando criança ou com nossos filhos.  É algo para se fazer com quem amamos, com esse alguém que nos falta.
Um dia desejamos um único super poder. Um poder que nenhum dos super heróis mais poderosos tem. Desejamos o poder de amar sem medo, sem receio, o poder da reciprocidade, da divisão. O poder de ser amado e amar sem que isso se acabe no dia seguinte.

Um dia decidimos que somos capazes de fazer alguém feliz, de sermos felizes.
E muito felizes!

(Pequena adaptação de Thaís Moura e
Texto original de Marcelo Menezes)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012



Mesmo que sofra, mesmo que não seja fácil,
Coloquei na minha mente que vou seguir a vida da seguinte forma:

1- Posso até me apaixonar, mas sozinha eu não entro nessa;
2- Choro sempre que me der vontade;
3- Digo o que penso, depois de muito pensar;
4- Não me importar se me veem como pessimista, 
se eu me acho realista é o que conta;
5- Não aguentam ouvir meu ponto de vista? Simples, não me peça para emitir opinião;
6- Em primeiro lugar começar a pensar em mim, em segundo lugar também e em terceiro tambémmm;
7- Ser egoísta. Afinal de contas, o mundo inteiro é egoísta comigo, porque não posso, vez ou outra, ser também?;
8- Não esperar nada de ninguém, “prefiro seguir sozinha, dá mais certo!”;
9- Fazer o que gosto, como gosto e com quem eu gosto;
10- Mesmo ficando magoada com o que as pessoas dizem, sempre seguir em frente, “o que eles dizem são apenas o que eles dizem”.

(Thaís Moura)

domingo, 8 de janeiro de 2012


Solteiros, sozinhos, desacompanhados.
Pessoas interessantes, engraçadas, bem ao lado.
Mais de sete bilhões de pessoas no mundo todo,
mas há a ausência de uma, um vazio que chega ao topo!

Um vazio que estranhamente transborda,
que às vezes esmaga o peito.
Alguns acham isso estúpido, idiota!
Mas quem pode nos culpar por essa falta?

Costumo dizer ou às vezes pensar que,
idiota é quem sente isso e não assume.
Porque não ser verdadeiro uma vez na vida
e dizer: "a minha dor tem nome!".

(Thaís Moura)

sábado, 7 de janeiro de 2012

Durante o dia, desde a hora em que acordei até o exato momento em que escrevo, fui, digamos, bombardeada com temas do tipo "O que você prefere: tanque cheio ou vazio",
onde a foto que ilustrava a frase era um homem gordo e barrigudo e um rapaz "sarado" e de corpo malhado.
Dei a minha resposta na foto mas outras pessoas acharam melhor não pensar muito
e apenas rir do que achavam graça no momento.
Outra hora foi uma do tipo "já que colocam fotos de pessoas doentes nos maços de cigarro,
porque não colocar uma foto de uma pessoa gorda ou obesa nos pacotes de batata frita?"
A minha resposta: "nem todos que comem batata são obesos, por exemplo, uma amiga minha rs.
A danada come besteira todo dia e não engorda!"


Alguns comentários desse tipo, na maioria das vezes é para ser engraçado (como o primeiro caso)
ou faz parecer uma bela iniciativa (como o segundo caso), mas como sempre, boa parte dos que comentam não sabem quem vai atingir com isso.
Da mesma maneira que ninguém pediu para nascer idiota, não se pede para nascer obeso,
gordo... Nem todos tem sua auto estima já formada ou sólida o suficiente para perceberem
que nem todos aceitam as pessoas como elas realmente são. 
O indivíduo deve trabalhar sua mente para isso? Sim. Mas enquanto esse indivíduo viver cercado de idiotas, me desculpe, o processo será meio lento.


PS: Nada pessoal. Apenas creio que nem tudo é do jeito que a maioria vê!
(Thaís Moura)

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

O menino



Hoje, quando andava pela rua da cidade,
avistei um menino.
Um menino como tantos outros, se não fosse
um menino que trabalha.
Um menino como tantos outros, 
se não trabalhasse
como catador de papelão.
Corpo franzino, catava o papelão das lojas e lanchonetes
e por incrível que pareça, cantava.
Não sei se ele cata para comprar um tênis da moda,
um caixinha de som, que é febre por aqui (risos)
ou se trabalha para ajudar a família,
só sei que eu não fui a única a olhar para aquele menino,
não fui a única a me emocionar ao olhar para ele...
Pode ser proximidade de fim de ano, 
pois sempre fico sensível
ou TPM das boas, mas quase chorei, 
vendo aquele menino
empurrando seu carrinho 
e parando na próxima loja
atras de mais papelão, 
sem perder o sorriso.


Enquanto muitos ficam por aí
fazendo absolutamente nada,
esse menino, seja para ajudar a si
ou a família, anda fazendo muito mais coisas
que muito "burro velho" por aí.



(Thaís Moura)