Inevitável:
Um dia cansamos das baladas, dos casos e rolos sem sentimentos intensos e começamos a apreciar a nossa própria companhia.
Um dia decidimos que queremos um amor verdadeiro, mesmo que não dure para sempre, mas que pelo menos traga um aroma e sabor às nossas manhãs, tardes e noites... Um amor, uma bela companhia que saiba e queira olhar a Lua de ponto nunca visto.
Um dia decidimos que queremos exibir nossos dons culinários e conhecimentos sobre vinhos apenas para essa pessoa especial. Decidimos também que, o que mais desejamos no momento é reconhecer essa pessoa pelo cheiro, perfume, pelo som do seu caminhar e até mesmo pelo seu silêncio.
Um dia decidimos que esses domingos sem graça poderiam ser melhores na companhia desse alguém. Decidimos que queremos viver uma paixão ora tranquila, ora turbulenta, mas sempre com esse alguém.
Um dia sentimos a falta que nos faz ter alguém para quem voltar depois de um dia cansativo ou não, tanto faz, só precisamos voltar para alguém.
Um dia sentimos vontade de deitar no tapete da sala e ficar olhando para essa pessoa, meio que admirando sua postura ao ler um livro ou até mesmo o jeito engraçado de ver como ele fica com raiva ao assistir seu time jogar.
Um dia decidimos que uma das nossas maiores vontades é deitar na cama e ficar a espera desse alguém sair do banho, todo perfumado e se posicionar do outro lado da cama, abraçando... Se perder em abraços.
Um dia decidimos que a guerra de travesseiros não é algo apenas a se fazer quando criança ou com nossos filhos. É algo para se fazer com quem amamos, com esse alguém que nos falta.
Um dia desejamos um único super poder. Um poder que nenhum dos super heróis mais poderosos tem. Desejamos o poder de amar sem medo, sem receio, o poder da reciprocidade, da divisão. O poder de ser amado e amar sem que isso se acabe no dia seguinte.
Um dia decidimos que somos capazes de fazer alguém feliz, de sermos felizes.
E muito felizes!
(Pequena adaptação de Thaís Moura e
Texto original de Marcelo Menezes)






