
Conversas no MSN com amigos rendem assuntos bem legais. O assunto de hoje: nós nos deixamos ser vistos ou como disse uma amiga, nos deixamos ser vistos por todos que ficamos nulos?
Vou falar de mim, antes eu me escondia mesmo, não aceitava um elogio que logo retrucava, muitos viam algo em mim mas eu me recusava a crer que poderia ser tudo o que viam. Hoje mudei e muito, me sinto outra pessoa, mais confiante, acreditando que sou capaz de mais coisas e que tudo tem seu tempo de ser, de acontecer, mas eis que acontece o estranho, ninguém me vê, me tornei visível para mim mas invisível aos outros.
Assim como foi citado por uma amiga nessa conversa "sou romântica, gosto de fazer surpresas", tenho minha sensibilidade à flor da pele mas não entendo porque isso é tão difícil de alguém, ou melhor, do alguém enxergar.
Vejo romantisno quando encontro um, apenas procuro não ver quando esses não estão com o endereço destinado a mim. Para que ver algo que não é meu, que não é para ser meu? Vejo tudo a minha volta e apenas acho que, se desejo que me enxerguem, eu devo fazer por onde, se alguém quer que eu o enxergue terá de ser direto acima de tudo e parar de ser visível para todos, assim facilita não é, rs.
Não quero mais ser invisível para quem me interessa e deixar que apenas os amigos me vejam, amigos são ótimos pois eles veem tudo, das qualidades aos defeitos e dizem o que pode ser mudado ou posto em maior evidência. Os "não amigos", por assim dizer, penso que procuram uma pessoa que vive no mundo da Alice, é, no pais das maravilhas. Só pode porque só vejo pessoas interessadas pela aparência, xavecando mulher com namorado, buscando a perfeição que só ocorre nos filmes. A arte pode até imitar a vida mas nas telas elas são bem produzidas.
Sou alguém cuja minha visibilidade vai depender do seu interesse por mim, não vou ficar falando de mim ao estilo garota propaganda, não estou à venda, meus sentimentos não se compram, se conquistam e é isso que espero que alguém faça, conquiste o direito de me tornar visível e que se faça visível a mim também.
(Thaís Moura)