sábado, 19 de junho de 2010

Apenas um abraço


Apenas um abraço,
para me sentir viva,
onde me sinta segura.

Apenas um abraço,
onde eu sinta o mundo parar,
onde se transmite tudo.

Apenas um abraço,
para que você me queira.
Apenas um abraço,
nos amamos, cheios de desejo.

Apenas um abraço,
onde beijos e palavras
nada sabem traduzir.

Apenas um abraço
para me perder de amor em ti.

(Thaís Moura)

Hoje me deu vontade de escrever, apenas isso, e me veio na mente um tema mais do que preconceituoso, mesmo tendo inúmeras pessoas dizendo que não é bem assim.
Olhe bem para o desenho acima e me diga com sinceridade: O que tem de errado nela? O que faz dela uma mulher diferente das demais?
Não entendo o porque do preconceito bobo e irracional que a maioria das pessoas tem com as pessoas gordas. Nos olham como seres de outro mundo, como se fôssemos doentes ou relaxados com nossa aparência. Nem nos conhecem e fazem questão de nos afastar, de rejeitar, de não saber como somos por dentro, que é o que deveria realmente importar.
Pessoas tão preconceituosas assim só podem ser sem cérebro, vazio de espírito, gostar das coisas mais insignificantes que possa existir.

Para quem retrucar e comentar "não é assim que funciona", eu só faço algumas: Você é gordo(a)? Já viu as pessoas rindo de você e chamando de baleia? Já teve que assistir a ridícula cena de rapazes brigando para ver quem é que não vai ficar com a gordinha?
Eu apenas citei três perguntas e poderia citar mais umas dez se quisesse. Se você responder não na primeira pergunta, na minha opinião, MINHA, você não pode dizer um "não é bem assim".
Não sei o motivo do meu desabafo nesse texto, ninguém mexeu comigo hoje, rs. Apenas senti vontade de dizer que pessoas gordas são pessoas como qualquer outra, corre sangue nas veias, é vermelho também, tem até glóbulos sabia!? Antes de agir com preconceito contra uma pessoa gorda ou com preconceito para com qualquer ser humano se olhe no espelho e veja o imbecil que aparece lá.

(Thaís Moura)

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Apenas um comentário...


"Que carência é esta que nos faz acreditar,
apostar e investir tudo numa relação
que se consolida
através de um teclado e um monitor?!?"

Talvez muitos pensem e digam que é culpa da modernidade. Mas será mesmo isso ou é comodidade por parte nossa? Porque permitimos um encantamento com quem nem conhecemos, nem sabemos o sobrenome, end, nada? Porque acreditamos na pessoa sem ao menos questionar nada?
Estranho quando paramos para pensar e vemos o quão precipitados
somos e como a falta de consideração com nosso sentimento é enormeeeee. Quando eu digo que, na maioria dos casos, é tudo alavancado pela carência falta pouco alguém me bater, mas parem e pensem: Se eu encontro na net um alguém com quem quero dividir minha vida, o que me impede de encontrar uma pessoa igual na padaria da esquina, no meu trabalho, na faculdade, no ônibus??
Acho que nada.
Estamos ficando cada vez mais reféns dessa máquina, dessa ferramenta, do mundo virtual. Depositamos nela toda esperança de sermos felizes, de encontrar um amor, de sermos amados...

Talvez você pergunte: E amizade virtual? Não é o mesmo?
Bom, na minha opinião não é igual. Na amizade, seja virtual ou real, por mais que você queira um contato, sentir um abraço, apenas de ter do outro lado da tela ou de um telefone uma pessoa com quem você pode desabafar, chorar, contar uma boa nova, já basta para se sentir aliviado.
Agora me diga: Tu fica beijando a tela de língua? Faz carinho na orelha? Passa a mão por entre os cabelos? NÃO!! E se fizesse seria uma mula.

Não entendo como algumas pessoas pensam em mudar suas vidas por alguém que nunca sentiu o cheiro, nunca tocou a pele, nunca viu o brilho dos olhos... penso que isso é uma carência, necessidade de ter alguém, de mudar a vida de alguém mas se esquece de mudar a sua própria vida. Viver sua vida em outra pessoa? Nem pensar! Sua vida é SUA, a dela é dela e isso não tem preço.

Faça um favor a você mesmo antes de ter a "brilhante" ideia de dizer a alguém da net um "quero uma vida com você": Pense bem e veja se você tem vida própria.

(Thaís Moura)

terça-feira, 15 de junho de 2010

Fáceis e Difíceis


Conversando com uma amiga sobre as coisas
que acontecem em nossas vidas veio o tema "pessoas fáceis e pessoas difíceis".
Não é nesse sentido que você está pensando, rs, é em outro... Fácil no sentido de expor seus "verdadeiros" sentimentos,
montar-se em um pacote aparentemente lindo que encanta o primeiro (me desculpe a expressão) carente e idiota que passa pelo caminho.
Ou ainda o fácil porque se abre tanto, se diz uma pessoa tão cheia de graça que qualquer um cai na rede. Deve estar se perguntando "e a pessoa difícil, o que é? Como é?".

Bom, as pessoas difíceis levam essa definição não por serem fechadas ou por terem medo de se envolver, muito pelo contrário. Pessoas difíceis são aquelas que levam consigo o estigma do "nossa, você é linda, simpática, super inteligente mas não posso... não é a hora... não quero amar você." Pessoas difíceis ainda são diferentes das fáceis. Ou seja, não faz parte do grupo do "mais do mesmo", ela é o que é e ponto.

Mas aí vem o X da questão: A pessoa não quer ou tem medo de lutar e correr atras para descobrir o que o difícil tem de bom a oferecer??
Não pode ou não se acha bom o suficiente para uma pessoa difícil?
Fico impressionada como a cada dia que passa as pessoas fáceis ganham espaço, as pessoas se encantam por elas sem sequer indagar um "ela realmente é assim?", "essa pessoa existe mesmo ou é falsa, tem defeitos?".
Estou no aguardo de mais uma queda devido a "pessoíte fácil aguda" rs, só cego não vê os vários defeitos, mas se a pessoa é mais burra do que romântica eu não posso fazer é nada... rs, "né não"!!

Bom, o que eu queria dizer nesse texto/desabafo é que, enquanto você perde tempo correndo atrás do que é mais fácil, tentando economizar tempo e pegando um pacote montado apenas para facilitar sua vida, lembre-se: o díficil, que você tem MEDO de conhecer, pode não vir num pacote tão lindo como o fácil, mas o conteúdo é 100% melhor.

(Thaís Moura)

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Um presente


Se me perguntares o que desejo ganhar agora,
penso que não vacilarei na resposta.
Se queres me dar um presente
te direi o que podes me dar:

Dê-me um olhar apaixonado,
com aqueles olhos brilhantes,
um gesto sincero, atitudes sinceras,
um ombro amigo, uma mão a me levantar.

Discussões, claro, porque não?!
Nada é perfeito, quero as falhas também.
Dê-me também um momento
onde tudo parece congelar,
onde tudo para no tempo...

Quero também àquele frio na barriga,
expectativas de um telefonema, de uma vinda,
de um passeio, uma visita.

Quero de presente um sentimento,
uma paixão, um amor,
alguém que me tire do chão, que me faça voar.

(Thaís Moura)

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Amigo ou Colega?


Você procura saber como o outro é
ou a primeira impressão basta?
Você, mesmo quieto, pensa no outro
ou é daqueles que de vez enquando lembra o nome?
Você fala abertamente ou fala por meio de códigos?
Você o trata como trata a todos os seus amigos
ou ele é apenas mais um que você conhece?
Colegas dizem "oi",
perguntam um "tudo bem" por cordialidade
e até veem o outro como um fantasma.
Amigos se alegram com sua chegada,
sentem sua ausência, procuram te conhecer,
não te ignora, te aproxima.

E aí! Você é um amigo ou um colega?

(Thaís Moura)

Você tem tudo o que busco:
a palavra amiga que preciso ouvir;
o carinho que aquece a alma;
a certeza no que diz;
a provocação no ponto certo;
o bom humor que causa leveza;
a mão estendida na hora da triteza.
Você é tudo o que busco
porém não se encontras perto de mim.

(Thaís Moura)