
"Que carência é esta que nos faz acreditar,
apostar e investir tudo numa relação
que se consolida através de um teclado e um monitor?!?"
Talvez muitos pensem e digam que é culpa da modernidade. Mas será mesmo isso ou é comodidade por parte nossa? Porque permitimos um encantamento com quem nem conhecemos, nem sabemos o sobrenome, end, nada? Porque acreditamos na pessoa sem ao menos questionar nada?
Estranho quando paramos para pensar e vemos o quão precipitados somos e como a falta de consideração com nosso sentimento é enormeeeee. Quando eu digo que, na maioria dos casos, é tudo alavancado pela carência falta pouco alguém me bater, mas parem e pensem: Se eu encontro na net um alguém com quem quero dividir minha vida, o que me impede de encontrar uma pessoa igual na padaria da esquina, no meu trabalho, na faculdade, no ônibus??
Acho que nada.
Estamos ficando cada vez mais reféns dessa máquina, dessa ferramenta, do mundo virtual. Depositamos nela toda esperança de sermos felizes, de encontrar um amor, de sermos amados...
Talvez você pergunte: E amizade virtual? Não é o mesmo?
Bom, na minha opinião não é igual. Na amizade, seja virtual ou real, por mais que você queira um contato, sentir um abraço, apenas de ter do outro lado da tela ou de um telefone uma pessoa com quem você pode desabafar, chorar, contar uma boa nova, já basta para se sentir aliviado.
Agora me diga: Tu fica beijando a tela de língua? Faz carinho na orelha? Passa a mão por entre os cabelos? NÃO!! E se fizesse seria uma mula.
Não entendo como algumas pessoas pensam em mudar suas vidas por alguém que nunca sentiu o cheiro, nunca tocou a pele, nunca viu o brilho dos olhos... penso que isso é uma carência, necessidade de ter alguém, de mudar a vida de alguém mas se esquece de mudar a sua própria vida. Viver sua vida em outra pessoa? Nem pensar! Sua vida é SUA, a dela é dela e isso não tem preço.
Faça um favor a você mesmo antes de ter a "brilhante" ideia de dizer a alguém da net um "quero uma vida com você": Pense bem e veja se você tem vida própria.
(Thaís Moura)




